Oficial do ICE é acusado de roubar identidade de imigrantes

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Raphael Sanchez é acusado de usar a identidade das vítimas para fraudar instituições financeiras incluindo o American Express, Bank of America e JPMorgan Chase

Raphael Sanchez é acusado de remessa ilegal de dinheiro e roubo de identidade com agravante

Enquanto 7 imigrantes aguardavam o andamento da aplicação para a legalização de status, o conselheiro chefe do Departamento de Imigração (ICE) em Seattle (WA), Raphael Sanchez, teria roubado a identidade deles para cometer fraude bancária, acusa o Departamento de Justiça. O suspeito teria criado um esquema que usava a identidade das vítimas para fraudar instituições financeiras incluindo o American Express, Bank of America e JPMorgan Chase, segundo documentos apresentados na Corte Distrital do Distrito Oeste de Washington.

Sanchez pediu demissão do ICE na segunda-feira (12). Ele é acusado de remessa ilegal de dinheiro e roubo de identidade com agravante, que ocorreram entre outubro de 2013 e outubro de 2017. A ação judicial cita um exemplo de comunicação feita pelo réu com o objetivo de cometer fraude. Os documentos relatam uma mensagem enviada em abril de 2016 do e-mail do trabalho dele para a conta pessoal no Yahoo contendo uma conta de energia elétrica endereçado a um chinês identificado pelas iniciais R.H. O e-mail também incluía a cópia de uma fotografia, green card e da página do passaporte chinês que contém os dados de R.H. O jornal The Seattle Post-Intelligencer publicou que Sanchez usou as informações de R.H. para pagar a conta de energia.

Raphael compareceu à audiência preliminar na quinta-feira (15). Esse tipo de acusação é utilizado quando o réu rejeita o direito de ser julgado por um grupo de jurados, indicando a possibilidade de um acordo.

Os agentes do ICE têm agido ativamente em Washington durante a administração Trump. Eles prenderam dezenas de imigrantes indocumentados na “Operation Safe City”, em setembro de 2017, a qual durou 4 dias e focalizou nas cidades-santuário de todos os EUA, incluindo Seattle, onde a polícia local não colabora com as autoridades federais.

 

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