ONG é multada em US$ 38.950 por vender IDs “contra deportação”

Foto26 Carlos Davila ONG é multada em US$ 38.950 por vender IDs “contra deportação”
Carlos Dávila foi autorizado a representar pessoas na Corte Federal de Imigração mesmo sem ser advogado (Foto: Twitter)

A “New Beginning for Immigrants Rights” (NBIR), com sede no Bronx (NY), cobrava US$ 50 por cada ID4ICE

Uma organização que alega defender os direitos dos imigrantes deverá pagar US$ 38.950 de multa por vender cartões que supostamente protegeriam imigrantes indocumentados da deportação, sentenciou um juiz na segunda-feira (17). O grupo “New Beginning for Immigrants Rights” (NBIR) também não proveu contratos escritos para 5 clientes e cobrou tarifas por serviços que nunca foram feitos, determinou o Juiz Noel Garcia.

A ONG MBIR, fundada em 2011 por Carlos Dávila, um pastor evangélico com antecedentes criminais, começou a vender as cédulas de identidade, conhecidas por ID4ICE, por US$ 50 e alegava que o documento ajudaria a evitar que os imigrantes fossem deportados pelos agentes do Departamento de Imigração (ICE).

“As evidências revelam claramente que o Sr. Dávila envolveu-se em conduta enganosa e mentirosa”, escreveu Garcia.

Carlos foi autorizado a representar pessoas na Corte Federal de Imigração mesmo sem ser advogado. A lei federal permite essa prática, caso o indivíduo esteja ligado à uma ONG ou grupo de serviços de caridade.

Durante o julgamento de 3 dias, Dávila alegou acreditar que tal cartão de cor azul intimidaria os agentes do ICE e servir como um cartão de “conheça os seus direitos”. Um visto postado por ele no YouTube o revela dizendo que o documento era “uma ferramenta mais poderosa”.

“Você está com  medo de ser deportado?” Pergunta um vídeo em espanhol. “Com as novas regulamentações executivas postas em vigor pelo novo presidente, existe a possibilidade real de ser detido no local de trabalho, escola, residência ou até no carro!”

O narrador então alega que o “national ID card” do grupo “é registrado junto ao governo federal”. No final do comercial, Dávila diz: “Você pode estar certo que, se não falar e deixar que i ID faça o trabalho dele, você não será deportado”.

Garcia determinou que tal afirmação era “claramente falsa e enganosa”.

O comercial de 15 minutos foi postado em abril de 2016 e permaneceu online até 26 de junho de 2017.

Num caso, um cliente identificado como Sr. T., disse que pagou US$ 1.700 por uma aplicação migratória para o filho, mas a “Vara de Família não aceitou o documento que Dávila preencheu”, acrescentou Garcia.

As acusações contra Garcia e a ONG dele no Bronx (NY) ganharam destaque através de uma investigação conduzida pelo WNYC e o canal Telemundo 47, em  maio de 2017. Tal investigação revelou que em 1998 ele assumiu a culpa por homicídio em 1º grau. Enquanto estava em liberdade condicional, ele foi condenado por abuso sexual; cumprindo 12 anos de detenção. O caso mais recente foi apresentado pelo Departamento de Defesa dos Consumidores. Dávila negou ter prometido às pessoas que poderia salvá-las da deportação ou de fazer promessas falsas.

 

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