Opositores à imigração temem saída de líderes conservadores

Foto6 Jeff Sessions Opositores à imigração temem saída de líderes conservadores
Pelo menos 4 funcionários de alto escalão, a maioria leal a Jeff Sessions, pediram demissão

A saída do Procurador Geral de Justiça Jeff Sessions fez com que vários seguidores dele também deixassem os cargos

O Departamento de Justiça (DOJ) está enfrentando um verdadeiro êxodo enquanto o Presidente Donald Trump busca um substituto permanente para o Procurador Geral de Justiça Jeff Sessions. Esse vácuo na liderança tem preocupado ativistas defensores do combate à imigração clandestina e diminuição da imigração legal.

Segundo algumas autoridades na administração, pelo menos 4 funcionários de alto escalão, a maioria leal a Sessions, pediram demissão ou pensam em sair enquanto esperam a decisão de Trump sobre quem substituirá o antigo chefe. Jeff implantou e defendeu vigorosamente até mesmo as mais controversas políticas migratórias de Trump. Entre aqueles que estão saindo está Danielle Cutrona, conselheira sênior de Sessions e que o tem acompanhado desde o Senado. Ela deixou o DOJ na sexta-feira (16). Rachel Tucker, conselheira sênior do Procurador, também poderá sair nos próximos meses, citando a fidelidade dela a Jeff ou provavelmente assumindo outra função no mesmo órgão. O assistente interino da Promotoria Pública, Jeff Wood, outro membro da equipe de Sessions no Senado, também poderá sair brevemente.

Enquanto a Casa Branca procura ou defensor ardente do combate à imigração para liderar o DOJ e nomeie assistentes que compartilham a mesma ideologia, vários nomes foram citados para o cargo, como Chris Christie, ex-governador de New Jersey, Bill Barr, promotor público da era George H. W. Bush, entre outros. Essa é uma situação que os conservadores favoráveis a diminuição do fluxo migratório temem há muito tempo. Até mesmo os críticos de Trump reconhecem que a equipe de Sessions cumpriu fielmente as políticas migratórias austeras do Presidente, apoiou os decretos de lei mais controversos e acrescentou um número recorde de juízes nos tribunais migratórios. Sessions também foi destaque na mídia por defender a decisão da administração atual de separar de seus pais as crianças de famílias detidas na fronteira com o México. Mais recentemente, Sessions guiou pessoalmente a Casa Branca quando Trump tentava limitar dramaticamente a quantidade das aplicações de asilo, removendo alguns termos do processo e assinando um novo decreto.

“Para melhor ou pior, você não pode dizer que (Sessions) não causou um impacto muito profundo”, disse Leon Fresco, chefe do Escritório de Litígios Migratórios do DOJ durante o Presidente Barack Obama. “Ele tem sido a força motriz do DOJ e do Departamento de Segurança Nacional (DHS) na redação e implantação de algumas das regras mais restritivas na imigração”, acrescentou.

A incerteza com relação a escolha de Trump para o cargo de procurador geral de justiça, aliada a expectativa crescente de que a Casa Branca não anunciará um nomeado até pelo menos meados de dezembro, fazem com que membros da equipe sintam-se num limbo. Muitos especulam se essa não é a melhor hora de deixar a administração ou se vale à pena esperar quem ocupará o cargo. Sessions tem encorajado os admiradores a ficarem para ver quem irá substituí-lo.

 

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