Pais adotivos perdem o prazo e filha será deportada; pai estava servindo no Afeganistão

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O casal Patrick Schreiber e Soo Jin com a filha adotiva Hyebin Schreiber, aluna da Universidade do Kansas

O Tenente Patrick Schreiber esperou retornar do Afeganistão para iniciar o processo de naturalização da filha, Hyebin Schreiber

Em 2013, o tenente das Forças Armadas Patrick Schreiber e a esposa dele, Soo Jin, suspenderam a adoção da adolescente Hyebin, que nasceu na Coréia do Norte. Na ocasião, ele estava para ser enviado ao Afeganistão durante 1 ano. Quando ele retornou, eles apresentaram a aplicação, adotaram-na e começaram a aplicação para a cidadania dela. Entretanto, Hyebin completou 17 nesse interim, dando início ao pesadelo vivido pela família.

A lei migratória dos EUA determina que a data limite para um estrangeiro adotado torne-se cidadão naturalizado é 16 e, na sexta-feira (28), uma Corte Distrital em Kansas determinou a favor do Departamento de Alfândega & Serviços Migratórios (USCIS) para que não haja exceções para casos como o de Hyebin. Ela está permitida a concluir o curso de Engenharia Química na Universidade de Kansas, o que acontecerá em 2019. Então, a jovem deverá retornar à Coréia, disse Schreiber na segunda-feira (1).

Patrick serviu nas Forças Armadas por 27 anos, conhecendo Soo Jin quando ocupava diversas posições na Coréia junto ao 1º Batalhão, 72º Regimento de Infantaria, no final da década de 90. Hyebin é sobrinha de Soo Jin e quando a vida na casa da jovem se tornou insuportável, o casal a abrigou como se fosse filha legítima.

Schreiber e a esposa apresentaram uma apelação, mas adiantaram que, caso percam o caso, a família inteira se mudará para a Coréia. “Eu digo à minha filha, a vida não é justa”, disse ele ao jornal Military Times. “O principal é ter resiliência”.

O número recorde de 75% dos americanos, incluindo a maioria de todos os partidos políticos, acha que a imigração é benéfica para os EUA, em contraste com 71% em 2017. Apenas 19% da população considera a imigração algo negativo. Apoiando os índices que demonstram que os americanos são favoráveis à imigração, um estudo independente feito pelo Gallup revelou que a baixa recorde de 29% dos entrevistados pensa que a imigração deveria ser diminuída. A pluralidade de 39% acha que a imigração deveria ser mantida nos níveis atuais, enquanto que 28% acham que deveria ser aumentada. Talvez, Donald Trump seja lembrado na história como o líder que finalmente, de forma ambígua, tornou os EUA pró imigrantes.

 

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