Pais pedem ajuda para brasileiro vitimado em ataque homofóbico

Foto1 Jefferson Anderson Feijo Cruz Pais pedem ajuda para brasileiro vitimado em ataque homofóbico
Jefferson Anderson Feijó Cruz, de 23 anos, festejava a aprovação na escola quando foi agredido ao se afastar dos amigos para ir ao banheiro (Foto: Vakinha)
Foto1 Etiene Melo Marcos Cruz Lucia e Robherio Limma Pais pedem ajuda para brasileiro vitimado em ataque homofóbico
Etiene Melo e Marcos Cruz (esq.), pais do Jefferson, Lúcia (dir.), cuidadora, e Robherio Limma, criador do movimento “Lute Como Ele” (Foto: Vakinha)

O pernambucano Jefferson Anderson Feijó Cruz, de 23 anos, foi estuprado e agredido a pauladas ao se afastar para ir ao banheiro numa festa

Em 8 de dezembro de 2018, o estudante Jefferson Anderson Feijó Cruz, de 23 anos, natural de Olinda (PE), tornou-se mais uma vítima da crescente homofobia que assola o Brasil. Ele foi barbaramente atacado quando afastou-se de amigos para ir ao banheiro durante uma festa na região da Grande Recife (PE). Em decorrência disso, o jovem sofreu lesões graves no cérebro, entrou em coma e, quando despertou, perdeu a voz e os movimentos dos membros superiores e inferiores.

Denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o indivíduo que estuprou e agrediu barbaramente Jefferson Cruz foi localizado e preso oito meses depois, mas ainda não foi julgado.

Foi iniciada online a campanha beneficente: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/as-sequelas-e-o-horror-da-homofobia; cujo objetivo é angariar R$ 50 mil (US$ 12 mil). O dinheiro arrecadado será utilizado para as despesas com os suplementos alimentares necessários e uma maca especial para que Jefferson possa praticar os exercícios fisioterápicos e a melhora de postura. Até à tarde de sexta-feira (27), haviam sido arrecadados R$ 830 (US$ 205).

“As sequelas da homofobia e o sonho interrompido de Jefferson Feijó Cruz, violentado, espancado a pauladas e estuprado, por homofobia. Jefferson Anderson Feijó Cruz, de 23 anos, é um garoto que foi vítima de ataque homofóbico, em 8 de dezembro de 2018. Ele teve lesões gravíssimas, perdeu os movimentos e a voz. Jefferson festejava a aprovação na escola quando foi agredido ao se afastar dos amigos para ir ao banheiro, em Moreno, no Grande Recife. Denunciado pelo MPPE (Ministério Público de Pernambuco), o homem foi preso oito meses depois, mas ainda não foi julgado. Um ano depois do ocorrido, ele está em sua segunda fase do tratamento e necessita com urgência de uma maca ortostática elétrica que possui regulagem de altura e possibilita a colocação do paciente na posição em pé (posição ortostática ou angulação ortostática desejada para fins terapêuticos). Esta maca favorece a função gastrointestinal e urinária, realiza descarga de peso nos membros inferiores, prevenção da osteoporose em pacientes lesados medulares e/ou com acidente vascular cerebral. Além disso, é necessário manter o estoque de alimentação Soya Fiber Nestlé que custa R$ 25 e Protein que custa R$ 77, como também as sessões de fisioterapia e fonoaudiologia, terapeuta da fala como cuidadora. Hoje, o tratamento dele está sendo realizado por meio de doações de pessoas de bons corações; se você é esta pessoa e quer ajudar de alguma forma, doem acessando o link: http://vaka.me/826676”, diz a postagem no website Vakinha.

Outras formas de doação em prol do Jefferson Anderson Feijó Cruz podem ser realizadas através do PayPal – [email protected], depósito direto no Bradesco S.A – 237 – Ag. 1253, Conta-corrente: 0016588-3. IBAN: BBDEBRSPSPO. CPF: 075.245.924-42, em nome de José Robério Lucena de Lima. Tel.: (11) 9499-54865. É seguro transferir pelo: https://transferwise.com/ie. Mais informações através do Facebook: com/lutecomoele

. 1 morte a cada 16 horas:

Em fevereiro de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a divulgar a necessidade de criminalizar ofensas ou agressões cometidas contra a população LBGT (lésbicas, bissexuais, gays, travestis e transgêneros). Não há consenso sobre a questão e projetos sobre o assunto se acumulam sem votação no Congresso. Dados revelam uma situação alarmante: 8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil entre 1963 e 2018 em razão de orientação sexual ou identidade de gênero. Atualmente, no Brasil morre 1 pessoa por homofobia a cada 16 horas.

 

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