Papa apoia imigrantes de todo o mundo durante sermão de Natal

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José e Maria, disse o Papa, foram imigrantes que lutaram para encontrar um lugar seguro para viver em Belém

O Pontífice defendeu abertamente os imigrantes durante cerimônia religiosa no Vaticano

O Papa Francisco utilizou o seu sermão anual de Natal para defender os imigrantes e rezou para uma solução pacífica no conflito israelense e palestino no Oriente Médio. Discursando poucos dias depois que membros da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram a decisão do Presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel; o pontífice rezou para a “coexistência pacífica de dois estados com fronteiras mutuamente e internacionalmente reconhecidas”.

“Nós vemos Jesus nas crianças no Oriente Médio que continuam a sofrer por causa da tensão crescente entre israelenses e palestinos”, disse o Papa  em sua mensagem “Urbi et Orbi, na segunda-feira (25). A expressão “Urbi et Orbi” significa em latim “para a cidade (Roma) e o mundo”.

“Neste dia festivo, vamos pedir ao Senhor pela paz em Jerusalém e a todos na Terra Santa. Vamos pedir ao Senhor que o reinício do diálogo possa prevalecer entre ambas as partes e que a negociação de uma solução possa finalmente ser alcançada. Talvez, o Senhor possa manter todos os esforços daqueles nas comunidades internacional inspirados pela boa vontade em ajudar as terras afligidas a encontrar, apesar dos obstáculos, a harmonia, justiça e segurança tão esperada”.

O Pontífice também encorajou os fiéis a rezarem pela paz na Síria e Iraque ao mesmo tempo em que destacou o sacrifício vivido pelas crianças no Iêmen, um conflito antigo “que a maior parte do tempo vem sendo esquecido”, disse ele.

No domingo (24), o Papa emitiu uma defesa forte em nome da imigração durante a missa de véspera de Natal, dizendo que a fé exige que os estrangeiros sejam benvindos, mesmo que o apoio aos partidos de extrema direita venha crescendo na Europa. José e Maria, disse ele, foram imigrantes que lutaram para encontrar um lugar seguro para viver em Belém.

“Eles tiveram que deixar o próprio povo, a casa e terra deles”, disse o Papa aos fiéis na Basílica de São Pedro, no Vaticano. “Esta não foi uma jornada confortável ou fácil para um casal jovem que estava para ter um filho. No coração, eles estavam cheios de esperança e expectativa pela criança que estava para nascer; ainda sim os passos deles fossem mais difíceis pelas incertezas e perigos para aqueles que têm que deixar seus lares para trás”.

O argentino filho de um imigrante italiano, Francisco tem falado com frequência em defesa dos imigrantes e daqueles forçados a deixar seus lares. Ele é o primeiro Papa membros dos jesuítas, uma ordem presente em todos os continentes a qual é ativa na defesa dos refugiados. “Tantos outros passos estão escondidos nos passos de José e Maria”, disse o pontífice no domingo (24).

“Nós vemos as trilhas de famílias inteiras forçadas a caminhar em nossos próprios dias. Nós vemos as trilhas de milhões de pessoas que não escolheram ir embora; mas foram ‘empurradas’ para fora de suas terras, deixando para trás os entes queridos”, comentou.

Ao invés de reagir com hostilidade contra aqueles que buscam refúgio, o Pontífice disse que as pessoas deveriam trabalhar na criação de uma “nova imaginação social; na qual ninguém deveria sentir que não há espaço para eles nesse planeta”.

 

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