Paralização do Governo atrasa casos em Cortes de Imigração

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Em dezembro, o EOIR informou subitamente a milhares de advogados de imigração que os casos deles teriam as datas mudadas

A falta de verba fez com que os tribunais adiassem audiências e deixasse advogados e clientes no limbo

A paralização parcial do Governo Federal está atrasando milhares de casos de imigração através do país, enquanto o Departamento de Justiça (DOJ) luta contra o acúmulo causado pela falta de recursos financeiros. O relatório da ABC News citou que alguns tribunais de imigração fecharam devido a paralização, resultando em atrasos indefinidos. Milhares de casos envolvendo aplicações de asilo e outros assuntos permanecem no limbo enquanto a paralização se alonga para a terceira semana.

Os juízes de imigração disseram que os atrasos estão piorando o acúmulo e fazendo com que o objetivo do Presidente Donald Trump de manter a segurança na fronteira com o México mais difícil de ser atingido.

“Isso é extremamente frustrante”, desabafou Amiena Khan, vice-presidente da Associação Nacional dos Juízes de Imigração. “Há uma ironia em tudo isso. Enquanto o governo é paralisado para garantir segurança maior na fronteira, olha o que está feito no geral em nosso sistema”.

Em dezembro, foi divulgado que o Escritório de Revisões migratórias do Departamento de Justiça (EOIR) informou subitamente a milhares de advogados de imigração que os casos deles teriam as datas mudadas.

“Os tribunais de imigração emitirão um comunicado atualizado sobre as novas datas das audiências, caso seja necessário”, disse um comunicado do EOIR na ocasião, acrescentando que os casos “serão agendados para uma data posterior depois da chegada de verba”.

Ainda na ocasião, os advogados reclamaram da falta de notificação e comunicação por parte do EOIR que deixou no escuro inúmeros profissionais e clientes e sem saber sobre o futuro de seus casos.

“Se não fosse a conexão com outros advogados no Twitter e a ligação que fiz para a Corte, não teria a mínima ideia do que está acontecendo no @DOJ_EOIR”, postou Kishen Barot, advogado da Organização Migratória Hispânica Africana (AHIO), no Twitter em dezembro.

 

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