Patrão mata funcionário por denunciar abusos contra indocumentados

Foto5 Eliud Montoya Patrão mata funcionário por denunciar abusos contra indocumentados
Eliud Montoya foi morto a tiros depois de denunciar a companhia em que trabalhava, a Wolf Tree, de explorar os trabalhadores indocumentados

Eliud Montoya foi morto a tiros numa emboscada, após ter denunciado os irmãos Pablo e Juan Rangel Rubio às autoridades federais trabalhistas

O carro de Eliud Montoya, de 41 anos, ainda estava ligado quando a polícia o encontrou de bruços em cima de uma poça de sangue numa estrada em Garden City (GA). Na tarde de 19 de agosto de 2017, ele foi atingido por 2 tiros nas costas e 1  na cabeça no estilo que as autoridades consideram “execução”. Ele trajava pijamas, chinelos e tinha deixado a carteira em casa, pois não planejava ir além do final da rua. No interior do veículo, os investigadores encontraram uma anotação que permitiu o início rápido da investigação.

“Eles estão sempre me observando”, iniciou Montoya, “por causa de uma denúncia que eu apresentei pela forma que o gerente trata os funcionários dele”.

Eliud tinha apresentado uma queixa formal contra o patrão dele, Pablo Rangel Rubio, de 49 anos, junto à Comissão de Igualdade & Oportunidade no Trabalho (EEOC). Ele acusou Pablo de explorar fisicamente e financeiramente os trabalhadores indocumentados na companhia, Wolf Tree, desfalcando os salários dos funcionários. Quando a mãe da vítima chegou ao local do crime, ela sabia exatamente o que dizer ao detetive Roberto Rodriguez, do Departamento de Polícia de Garden City.

Atualmente, Rubio é acusado de lavagem de dinheiro, conspirar para cometer homicídio, entre outros crimes, na audiência ocorrida na quinta-feira (13). Além disso, o réu enfrenta a acusação de ter pagado mais de US$ 20 mil a 2 funcionários da Wolf Tree para matar Montoya em retaliação por ter exposto os abusos contra os trabalhadores ilegais às autoridades federais.

Ainda conforme as autoridades, Pablo, que também é indocumentado, e o irmão, Juan Rangel Rubio, faturaram US$ 3.5 milhões durante o período de 10 anos. Quando Montoya, cidadão americano naturalizado, os denunciou ao EEOC, eles encomendaram a morte da vítima.

 

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