Patrulha defende prisão de mãe em frente às filhas

Foto25 Perla Morales Luna Patrulha defende prisão de mãe em frente às filhas
Perla Morales Luna foi detida na frente das filhas de 12, 15 e 17 anos, que choraram e gritaram em protesto

O CBP alega que os patrulheiros não fizeram “nada de errado” na detenção de Perla Morales Luna

Na sexta-feira (9), a Patrulha da Fronteira (CBP) alegou que seus agentes agiram corretamente durante a prisão dramática de uma mulher na presença das 3 filhas apavoradas que foi registrada em câmera. O órgão emitiu um comunicado em resposta à avalanche de críticas sobre como lidou com a detenção de Perla Morales Luna, de 36 anos, que se tornou “alvo da operação”, após não ter se apresentado às autoridades.

Ela é acusada de ser uma “facilitadora de tráfico humano” que recrutava motoristas para transportarem indivíduos indocumentados que cruzaram clandestinamente a fronteira para uma casa em National City (CA). A CBP disse que contatou Luna antes da prisão dela no sábado (3).

O vídeo da prisão revela os patrulheiros forçando Perla a entrar numa viatura enquanto as filhas dela, de 12, 15 e 17 anos, choram e gritam em protesto.

“O vídeo mostra claramente que os agentes realizaram a prisão de forma apropriada; mesmo depois de enfrentarem uma avalanche de insultos e confrontos por parte de agitadores”, disse o CBP no comunicado. Além disso, ele alega que Luna não obedeceu o comando dos patrulheiros, resistiu à prisão e tentou fugir num carro que estava  no local.

O órgão acrescentou que deixou o local imediatamente, pois ela era o único alvo da operação. Posteriormente, Perla combinou com a irmã dela para cuidar das 3 sobrinhas. Ela foi autuada e posta em processo de deportação. O advogado de Perla, Andres Moreno II, criticou o CBP por deixar as filhas dela sozinhas na rua.

“Você pode fazer o seu trabalho sem causar tal separação dramática de membros de famílias”, disse Moreno. “Isso é um exagero”.

O porta-voz do CBP, Michael Scappechio detalhou que os agentes deixaram o local antes que Luna contatasse a irmã por questões de segurança. Moreno negou que a cliente dele esteja envolvida em qualquer quadrilha de tráfico humano e, portanto, “não tem a mínima ideia do que as autoridades estejam falando”.

O advogado adiantou que lutará contra a deportação da cliente.

Related posts

Comentários

Send this to a friend