PF confirma chegada de mais um voo com brasileiros deportados

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Em 2020, o 1º voo chegou ao Aeroporto Internacional de Confins, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte (MG)

As autoridades federais informaram a chegada de um voo com 100 pessoas para a noite de sexta-feira (14)

Através de um comunicado, a Polícia Federal (PF) em Minas Gerais divulgou a previsão de chegada de mais um voo com brasileiros deportados dos EUA para a noite de sexta-feira (14). Este será o 3º voo transportando brasileiros deportados no ano de 2020. O 1º voo chegou ao Aeroporto Internacional de Confins, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), no final de janeiro. Já o 2º voo aterrissou em Minas Gerais na sexta-feira (7).

Conforme a nota da Polícia Federal, a lista de passageiros tem 100 pessoas. Caso esse número seja confirmado, este será o maior voo de deportados até o momento. Na sexta-feira (7), apesar da divulgação de que seriam 130 passageiros, o voo totalizou 86 brasileiros, divulgou a PF. No final de janeiro, cerca de 70 brasileiros foram deportados.

As autoridades adiantaram que voos com brasileiros deportados da fronteira entre México e EUA podem se tornar mais frequentes. Esses voos devem ser autorizados pelo governo brasileiro, mesmo que os EUA paguem pelo frete (chart) da aeronave.

A administração Trump solicitou ao governo de Jair Bolsonaro a autorização para novos voos de deportação de brasileiros detidos por imigração clandestina. Entre outubro de 2018 e setembro de 2019, o número de brasileiros detidos na fronteira EUA-México aumentou 10 vezes, conforme dados da Patrulha da Fronteira (CBP).

A política rigorosa dos EUA contra a imigração clandestina e a dificuldade na emissão de vistos para brasileiros podem ter ajudado na escalada das pessoas que tentam atravessar a fronteira entre o México e os EUA para pedir asilo, informou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

Inúmeros brasileiros que tentam cruzar a fronteira sem documentos pretendiam se beneficiar da diretriz conhecida como “cai-cai”, ou seja, caso estivessem acompanhados de menores de idade, poderiam aguardar a resolução de seus pedidos de asilo nos EUA. Essa prática foi basicamente banida devido às mudanças feitas na política migratória pela administração atual.

 

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