Plano migratório de Trump pode custar 4.6 milhões de empregos

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Em 2016, haviam 27 milhões trabalhadores estrangeiros nos EUA, segundo dados governamentais

O Presidente apoia uma proposta que prejudicará a economia, revelaram estudos

Uma pesquisa divulgada na quinta-feira (10) pela University of Pennsylvania’s Wharton School revelou que o plano migratório, batizado de RAISE ACT, resultaria na perda de 4.6 milhões de vagas de trabalho até 2040. Ela também indicou que a economia dos EUA seria 2% menor que a política atual durante o mesmo período.

Semana passada, Trump anunciou seu apoio ao RAISE ACT, um projeto de lei redigido pelos senadores republicanos David Perdue e Tom Cotton. A proposta visa cortar em 50% a imigração legal aos EUA no período de 1 década.

“Caso você tenha menos trabalhadores; nós teremos um crescimento econômico mais baixo”, disse Kimberly Burham, diretora da Penn Wharton Budget Model, um time neutro de pesquisas da UPenn.

Economistas dizem que a economia dos EUA depende dos trabalhadores estrangeiros para crescer a mão-de-obra e manter o crescimento. Desde 2000, os “Babies Boomers” (Pessoas nascidas logo após o fim da Segunda Guerra Mundial) estão se aposentando em ritmo muito mais acelerado que o crescimento do mercado de trabalho nos EUA, segundo dados da Atlanta Federal Reserve e o Departamento de Trabalho.

Em 2016, haviam 27 milhões trabalhadores estrangeiros nos EUA, segundo dados governamentais. “Imigrantes, especialmente os imigrantes novos, são altamente produtivos, portanto, se diminuirmos esse número, isso prejudicaria o crescimento econômico em curto e longo prazo”, disse Burham.

A Casa Branca rebateu que o estudo da Wharton tinha “falhas metodológicas grandes” e que as vantagens econômicas que ele cita vem na realidade “à custa dos trabalhadores americanos”.

Outro estudo, divulgado pela CNN, revelou que impedir que os imigrantes com qualificação profissional baixa entrem nos EUA também afetaria vastamente a criação de pequenos negócios nos EUA.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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