Polícia rejeita todos os pedidos do ICE para deter imigrantes em NYC

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Os pedidos determinavam que os detentos fossem mantidos nas prisões para que assim os agentes do ICE pudessem verificar o status migratório deles antes das liberações (Foto: ICE.gov)

O Departamento de Imigração (ICE) fez 2.916 pedidos de detenção entre 1 de julho de 2018 e 30 de junho de 2019

Até 30 de junho, o Departamento de Polícia de New York City (NYPD) rejeitou todos os pedidos do Governo Federal de manter os imigrantes após o prazo da liberação deles. A Legal Aid Society defende que o NYPD está agindo legalmente.

A notícia foi publicada no domingo (18) pelo jornal NY Daily News. A publicação divulgou que o Departamento de Imigração (ICE) fez 2.916 pedidos de detenção entre 1 de julho de 2018 e 30 de junho de 2019. As solicitações determinavam que os detentos fossem mantidos nas prisões para que assim os agentes do ICE pudessem verificar o status migratório deles.

O jornal relatou que em 7 circunstâncias o NYPD respondeu as perguntas das autoridades federais sobre o status de enceramento de indivíduos, datas de liberação ou audiências nos tribunais. A publicação detalha que esses casos envolveram perguntas sobre indivíduos que possuíam pelo menos uma condenação ou cometeram crimes sérios.

. Na direção oposta:

Em meados de junho, cumprindo uma de suas principais promessas de campanha, o Governador Ron DeSantis assinou um projeto de lei que bane as chamadas “cidades-santuário” na Flórida. Entretanto, ironicamente, o estado não possui leis que apoiam as “cidades-santuário”. A legislação SB-168 exige que as autoridades de segurança municipais e estaduais honrem os pedidos de prisão dos agentes do Departamento de Imigração (ICE). Além disso, ela proíbe que as autoridades municipais implantem diretrizes “santuários”; o que ainda não havia sido definido na lei estadual e concede ao governador a autoridade de cancelá-las, caso não cumpram a lei. Não existem “cidades-santuários” na Flórida.

Apoiado pelo deputado federal republicano, Matt Gaez, que representa a jurisdição, e o redator, o deputado estadual Joe Gruters (R-Sarasota), DeSantis disse à uma multidão no salão da Comissão do Condado de Okaloosa que a lei tem a ver com o “cumprimento das leis” e a “segurança pública”.

“Eu disse que faríamos algumas coisas e estou feliz em informar que, tendo somente uma sessão legislativa realizada, nós estamos cumprindo as promessas que fizemos às pessoas”, disse ele ao ser aplaudido. Embora nenhum município no estado tenha tais políticas, ele equivale “cidades-santuário” as “zonas sem lei”, onde as pessoas podem chegar clandestinamente e cometer crimes e “simplesmente cruzar a porta e continuar a fazê-lo”.

A cerimônia de assinatura, que DeSantis e outros legisladores consideram o progresso da Legislatura, tinha a atmosfera de um comício político ao invés de um evento típico. Mais de 300 pessoas lotaram o salão, disse Gruters, resultado que ele considerou apoio ao governador e a nova lei. “O salão estava lotado ao limite. Quando foi a última vez que você viu mais de 300 pessoas para a assinatura de um projeto de lei?”

Enquanto DeSantis assinava a proposta, alguns dos oponentes criticaram o que eles consideram “uma das piores leis contra os imigrantes no país”.

“Já é provado que leis como essa impactam negativamente as pessoas nas comunidades imigrantes, que tenderão menos a denunciar crimes à polícia e cooperar com investigações por medo do uso das leis migratórias contra eles ou vizinhos”, disse Scott McCoy, conselheiro sênior da Southern Poverty Law Center Action Fund. Ele acusou DeSantis e os legisladores republicanos de utilizar “o rancor racial para dividir os moradores na Flórida”.

“Isso compromete a segurança pública ao tornar as nossas cidades menos seguras ao exigir que as autoridades locais de segurança gastem menos tempo e recursos combatendo a criminalidade  e mais fazendo o trabalho das autoridades federais de imigração”, acrescentou.

As “cidades-santuário” tornaram-se um tema polêmico nos últimos anos, mas o movimento moderno começou há mais de 30 anos em Tucson, Arizona.

 

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