Policial acusado de estuprar mulheres pode pegar prisão perpétua

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Acusações adicionais contra Andrew K. Mitchell incluem obstrução da justiça, intimidação de testemunha e mentir para o FBI

O agente Andrew K. Mitchell enfrenta a acusação de trocar a liberdade de mulheres detidas, sem motivo aparente, por sexo

Autoridades federais e estuais em Ohio prenderam na cidade de Columbus o detetive Andrew K. Mitchell, de 55 anos, acusado de prender mulheres e força-las a fazer sexo em troca da liberdade delas. Ben Glassman, promotor público do Distrito Sul de Ohio, disse que o réu abusou da autoridade dele como agente da lei.

“Quando você tem um policial que não somente comete um crime, mas o faz sob a autoridade da lei, sob a autoridade dele como policial, isso é um crime extraordinariamente sério”, disse Glassman. “Isso é um pesadelo, quebra de confiança e crime federal”.

Mitchell ingressou no Departamento de Polícia de Columbus em 1988 e foi promovido ao posto de vice da unidade em 2017. Parte da função dele era realizar batidas no combate a pedintes e prostituição nas ruas.

“A comunidade tem todo o direito de se sentir enojada com essa notícia, assim como qualquer um que traja uniforme”, disse o chefe de polícia interino, Thomas Quinlan. “Esse agente será responsabilizado, mas pelo apoio contínuo da comunidade para os 1.900 agentes que trabalham arduamente todos os dias para honrar a nossa profissão”.

A acusação de quinta-feira (7) foi lida durante a audiência de Mitchell ocorrida na segunda-feira (11). Ela alega que o policial, “enquanto agindo sob a autoridade da lei, privou as vítimas dos direitos civis delas, ou seja, o direito de estar livre de vistorias e buscas infundadas”.

A acusação detalha três incidentes distintos envolvendo duas mulheres diferentes. Num caso, Andrew é acusado de prender uma mulher em julho de 2017, leva-la a um local isolado e força-la a fazer sexo em troca da liberdade dela. Em setembro do mesmo ano, uma mulher em outra área teve que trocar sexo pela liberdade dela. Uma 3ª acusação alega que o policial teria detido a segunda mulher novamente no verão de 2018, levou a um local isolado e trocou sexo anal pela liberdade dela.

Acusações adicionais incluem obstrução da justiça, intimidação de testemunha e mentir para o FBI.

“Agentes de polícia são heróis, não predadores”, disse o Procurador Geral de Justiça Dave Yost. “Então, quando alguém age mal, é mais importante que nunca que a justiça seja aplicada, pois reafirma o respeito por toda a força de segurança”.

Caso seja considerado culpado, Mitchell poderá ser condenado à prisão perpétua.

 

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