Policial aposentado assume ser dono de rede de bordéis em NYC

Foto6 Ludwig Paz e Arelis Peralta Policial aposentado assume ser dono de rede de bordéis em NYC
O casal Ludwig Paz e Arelis Peralta vivia uma vida glamorosa e eram assíduos nas redes sociais

Ludwig Paz, de 51 anos, foi sentenciado entre 4 a 12 anos de prisão e a ressarcir mais de US$ 20 mil

Um detetive aposentado do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) que administrava uma rede de bordéis passará entre 4 a 12 anos atrás das grades, depois que ele e a esposa assumiram a culpa na Corte Suprema de Queens, na quarta-feira (22). O réu Ludwig Paz, de 51 anos, morador em Queens (NY), transformou o combate ao crime em mapa para burlar as leis e recrutou 7 policiais na ativa para ajuda-lo a administrar um império de prostituição e jogos ilegais que geravam US$ 2 milhões ao ano, detalharam os promotores públicos.

Os policiais passavam informações a ele que permitiam evitar batidas policiais ou visitas de detetives à paisana em troca de dinheiro ou sexo com prostitutas, relataram as autoridades.

A esposa de Ludwig, Arelis Peralta, de 43 anos, o ajudava nas operações diárias e liderava uma rede de jogos ilegais em vários estabelecimentos comerciais, incluindo uma deli no Springfield Blvd., um salão de beleza na 243rd St., ambos em Queens, e outro salão de beleza na Flatbush Ave., no Brooklyn, detalharam os promotores públicos. Ela assumiu a culpa com relação a 2 acusações de tentativa de corrupção nos negócios e foi sentenciada a 364 dias de prisão. Peralta rejeitou um acordo de 4 anos de detenção em outubro de 2018 e não foi explicado porque os promotores públicos ofereceram a redução da pena.

Paz, que assumiu a culpa com relação às acusações de tentativa de corrupção nos negócios e promover prostituição, foi sentenciado em 27 de junho de 2018 entre 4 a 12 anos de detenção. Além disso, ele deverá devolver mais de US$ 20 mil.

O ex-policial administrava bordéis em Queens, Brooklyn, Long Island e era ajudado pelo ex-detetive do Brooklyn South, Renê Samaniego, e outros policiais para não se envolver em problemas legais. Samaniego alertou Paz sobre batidas policiais e descreveu detalhadamente detetives à paisana em troca de pagamentos regulares de US$ 500. Ele fechou um acordo com os promotores públicos no início de maio e poderá ser sentenciado a até 6 anos de prisão.

Paz sabia que os detetives à paisana não estão autorizados a mostrar os órgãos genitais, portanto, ele fazia os novos clientes passarem por um processo de revista no qual eles tiravam as roupas e permitiam que alguém os tocasse. Caso recusassem, os clientes não eram permitidos entrar nos bordéis.

Outro réu no caso, o policial Giancarlo Raspanti, é acusado de trocar informações por sexo com desconto, enquanto o Sargento Louis Failla é acusado de utilizar os arquivos da NYPD durante o trabalho para manter Paz informado.

As prostitutas de Paz cobravam dos clientes US$ 40 por 15 minutos e US$ 160 por 1 hora. Uma denúncia anônima enviada ao Departamento de Assuntos Internos deu início à investigação em abril de 2015 que incluiu 50 gravações secretas e 100 monitoramentos e investigações à paisana.

 

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