Política migratória de Trump é confrontada pelo Congresso

Foto2 Kevin McAleenan Política migratória de Trump é confrontada pelo Congresso
Kevin McAleenan tem sido criticado pela forma como as autoridades tem tratado os imigrantes na fronteira dos EUA com o México (Foto: CBP.gov)

O Congresso realizou 4 audiências, sendo 3 na Câmara dos Deputados, que confrontam as decisões tomadas pela nova administração

Os congressistas democratas esperaram 2 anos para avaliar as políticas migratórias da administração Trump e, na quarta-feira (6), tiveram a oportunidade. O Congresso realizou 4 audiências, sendo 3 na Câmara dos Deputados liderada por democratas, que analisarão a gama vasta de ações tomadas pelo Presidente Trump no combate à imigração legal e clandestina.

As audiências ouvirão o primeiro testemunho perante o novo Congresso dado pela secretária do Departamento de Defesa Nacional (DHS), Kirstjen Nielsen, o comissário do Departamento de Alfândega & Proteção nas Fronteiras (CBP), Kevin McAleenan, e o inspetor do DHS. Nas últimas semanas, os líderes democratas aumentaram o monitoramento da administração Trump, emitindo a primeira ordem de comparecimento à Corte semana passada e, na segunda-feira (4), exigiu documentos de 81 “órgãos governamentais, entidades e indivíduos” ligados a Trump.

As audiências de quarta-feira (6) avaliarão as origens e implantação da política de “tolerância zero” quer levou à separação de pelo menos 2.800 famílias de imigrantes, condições nas instalações da CBP que resultaram em 3 mortes durante 3 meses, a decisão de cancelar a proteção temporária de deportações (TPS) de mais de 1 milhão de pessoas, além de outras ações controversas.

“Está sendo um dia onde a luz do sol brilhará sobre aquilo que a administração Trump vem fazendo”, disse Ali Noorani, diretor do Forum Nacional de Imigração (NIF), um grupo de defesa dos imigrantes. “Já passou bastante da hora de a administração ter que responder algumas questões de verdade”.

Os representantes dos órgãos governamentais alegaram que estão somente seguindo ordens dadas a eles quando Trump venceu as eleições em 2016, prometendo resgatar o controle do sistema migratório da nação custe o que custasse. Além disso, eles também consideram tais audiências um show político cujo objetivo são as eleições presidenciais de 2020 e não preocupação com os imigrantes ou o sistema usado por eles para entrarem nos EUA.

Nielsen, que tem sido “testa de ferro” da administração Trump nos esforços de fazer cumprir as leis migratórias, é a única representante convocada para testemunhar na audiência perante o Comitê de Segurança do DHS.

McAleenan, cujo órgão inclui patrulheiros que atuam nas fronteiras e portos de entrada, tem sido criticado pela forma como as autoridades tem tratado os imigrantes na fronteira com o México. Três imigrantes, incluindo 2 crianças, morreram durante a custódia do CBP nos últimos 3 meses. O órgão também foi criticado por atirar bombas de gás lacrimogêneo contra homens, mulheres e crianças em Tijuana, em novembro, quando membros de uma caravana tentava entrar nos EUA para solicitar asilo. Ele respondeu que os agentes dele estavam simplesmente sobrecarregados com a mudança histórica do fluxo migratório. A maioria dos imigrantes atuais é famílias oriundas da América Central que buscam os agentes para pedir asilo, exigindo que os agentes cuidem deles ao mesmo que patrulham em busca de traficantes de drogas e imigrantes indocumentados.

Ainda na quarta-feira (6), mais de 75 beneficiários do DACA e TPS voaram até Washington-DC para participar da audiência e pressionar os membros do Congresso a aprovarem uma lei que os proteja. “Eu mantive as minhas expectativas baixas e a esperança em alta”, disse Jesus Contreras, de 25 anos, protegido pelo DACA e paramédico em Houston (TX), quer chegou na capital dos EUA na terça-feira (5). O Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA) protege da deportação e concede permissão de trabalho aos jovens indocumentados trazidos aos EUA ainda na infância. “A maioria dos americanos quer que isso aconteça a nosso favor. Trata-se de encontrar algo que esses congressistas irão assinar”.

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