Porta-voz do Ice em NJ tem laços com grupos extremistas, diz jornal

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New Jersey concentra uma considerável população muçulmana. Placa de trânsito em Paterson escrita em árabe (detalhe)

Emílio Karim Dabul, segundo a pesquisa realizada pelo SPLC, foi previamente o editor de um grupo de ódio anti-islâmico

Os EUA nunca estiveram tão divididos com relação à imigração e o cumprimento das leis migratórias. O país se apresenta como arbitrário justo das leis migratórias; ao mesmo tempo em que críticos consideram a separação de pais e seus filhos e as prisões de avós e entregadores de pizza ações perversas e preconceituosas. Independente do lado do debate, o Departamento de Imigração (ICE) continua a prejudicar a própria imagem e disseminando a desconfiança ao contratar alguém com laços a fanáticos anti-islâmicos.

O indivíduo que fala pelo ICE em New Jersey, Emílio Karim Dabul, segundo a pesquisa realizada pelo Southern Poverty Law Center (SPLC), ele foi previamente o editor de um grupo de ódio anti-islâmico e publicou um artigo para outro grupo de ódio anti-islâmico, elogiando um indivíduo anti-islâmico. Além disso, Emílio tem ligações com três celebridades anti-islâmicas: Brigitte Gabriel, David Horowitz e Steven Emerson.

Ele trabalhou como editor de Gabriel na ACT for América, uma vez batizada de “American Congress for the Truth”; o qual o SPLC classifica como um grupo de ódio e o maior do gênero nos EUA. Gabriel, fundadora dele, é uma cristâ libanesa que se naturalizou norte-americana e declarou em 2007 que muçulmanos praticantes “não podem ser cidadãos leais dos EUA” e que “todo muçulmano praticante era um muçulmano radical” e, 4 anos mais tarde, que “milhares de militantes islâmicos residem agora nos EUA, operando em células adormecidas, estudando em faculdades e universidades”.

Ela vem disseminando o ódio há vários anos e recentemente visitou a Casa Branca para apoiar a proibição assinada pelo Presidente Trump da entrada de muçulmanos nos EUA.

Em 2011, Emerson acusou o então Governador Chris Christie por ter “uma relação estranha com o islamismo radical”, depois que ele nomeou o muçulmano Sohail Mohammed para ser juiz estadual. O comentário fez com que Christie denunciasse os “loucos” em seu próprio partido. Emerson também alegou a existência de “zonas proibidas” e sem lei que existem na Europa onde não muçulmanos não podem sequer entrar, administradas por brutos muçulmanos que impõem a lei islâmica.

Em 2015, o canal de TV Fox News teve que se desculpar depois de ter afirmado que Birmingham, na Inglaterra, era uma cidade “totalmente muçulmana”, onde não muçulmanos simplesmente não podem entrar. O Primeiro Ministro David Cameron chamou Emerson de um “completo idiota”. Ele pediu desculpas, mas isso não fez com que ele parasse de repetir essa insanidade sucessivamente e de forma ampla.

Além disso, Emerson alegou que o responsável pelo atentado terrorista em Oklahoma City, em 1995, demonstrava um “estilo do Oriente Médio”, uma vez que visou “causar quantas mortes foram possíveis”. Na realidade, tratou-se de um jovem caucasiano, Timothy McVeigh. Em 1997, ele relatou a existência de um dossiê revelando ligações entre organizações muçulmanas americanas e grupos radicais islamistas, o qual a agência de notícias AP concluiu que ele mesmo o inventou, segundo o grupo “Fairness and Accuracy in Reporting” (FAIR).

Emílio argumentou que Emerson foi vítima de “linchamento eletrônico” e não alguém que odeia o Islam, descrevendo-o como um herói e amigo.

 

 

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