Prefeito de NY comemora cancelamento de homenagem a Bolsonaro em museu

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Câmara de Comércio Brasil-EUA planeja homenagear o Presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) com o prêmio de “homem do ano”

O Prefeito de Nova York chamou o Presidente Jair Bolsonaro de “homem perigoso”, durante uma entrevista de rádio

Na terça-feira (16), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, retornou ao Twitter para agradecer ao Museu Americano de História Natural (AMNH) o cancelamento do evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA com o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que receberia no local o prêmio de “homem do ano”. Blasio chamou Bolsonaro de “homem perigoso”, durante uma entrevista de rádio.

“Jair Bolsonaro é um homem perigoso. Seu racismo visível, homofobia e decisões destrutivas terão um impacto devastador no futuro do nosso planeta. Em nome da nossa cidade, obrigado @AMNH por cancelar este evento”, postou Blasio.

. Mais um cancelamento:

Segundo o website “Os Divergentes”, o sofisticado e tradicional restaurante Cipriani, em Manhattan (NY), também teria se recusado a abrigar o evento no qual o Presidente Jair Bolsonaro será homenageado “A Pessoa do Ano”. Anteriormente, a recepção, organizada pela Câmara Comercial Brasil-EUA, ocorreria numa das instalações do Museu de História Natural (AMNH), no Central Park, entretanto, a administração do museu voltou atrás e cancelou o aluguel do espaço. O evento, agendado para 14 de maio, continua sem local.

Na segunda-feira (15), a administração do Museu Americano de História Nacional (AMNH), em Manhattan (NY), cancelou o aluguel do espaço onde ocorreria o jantar de gala que homenagearia o Presidente Jair Bolsonaro a “Pessoa do Ano”, em maio. A possibilidade da presença do dirigente brasileiro fez com que ativistas e defensores dos direitos humanos planejassem protestos. Eles destacaram que o governo brasileiro atual prometeu abrir a floresta amazônica para o extrativismo da madeira, mineração e agronegócios, embora isso viole os direitos dos índios em suas terras nativas.

O Museu recebeu críticas fortes por concordar em abrigar a cerimônia na qual Bolsonaro, que defendeu o relaxamento das políticas do meio-ambiente, estava agendado para receber o prêmio “Pessoa do Ano”. A administração do local informou que o evento ocorrerá em outras instalações, acrescentando que o AMNH “não era a localização ideal”.

A Câmara Comercial Brasil-EUA, uma ONG que promove o comércio, investimento e laços culturais entre os dois países, alugou o Hall of Ocean Life do museu para abrigar o jantar anual de gala, em 14 de maio. Durante o evento, a Câmara concede o prêmio “Pessoa do Ano”. Este ano, uma dessas homenagens vai para Bolsonaro, que assumiu a presidência do Brasil em 1 de janeiro de 2019.

No website, a organização informou que escolheu o líder de extrema-direita em reconhecimento às “intenções fortes dele de manter laços comerciais e diplomáticos entre o Brasil e os EUA, além do comprometimento firme na construção de uma parceria forte e duradoura entre as duas nações”. Os já agraciados com o prêmio incluem o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, e ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

. Protestos:

Ativistas e defensores do clima e meio-ambiente, como o Greenpeace, denunciaram Bolsonaro como “uma ameaça ao ecossistema do Brasil”. A maioria daqueles que se opõe ao fato de que o Museu de História Natural abrigue um evento que conte com a presença de um líder que planeja abrir partes da floresta amazônica para a exploração econômica, acham que isso vai contra a missão da entidade.

 

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