Prestígio do passaporte americano cai em governo Trump

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Atualmente, os EUA estão atrás de 18 países, inclusive a Bélgica, Japão, Suécia e Singapura

Em 2015, os EUA lideravam o 1º lugar da lista com o Reino Unido, em 2016 o país caiu para o 4º lugar

Os passaportes americanos ficaram em 19º lugar em termos de mobilidade global; uma queda drástica com relação há 2 anos, segundo uma pesquisa divulgada na quarta-feira (18). Os índices divulgados pela firma de finanças internacionais Arton Capital indicaram que os EUA estavam empatados em 6º lugar com a Irlanda, Canadá e Malásia, no que diz respeito à mobilidade global. A empresa avalia os passaportes tendo como base quantos países permitem os portadores deles visitas sem a necessidade de vistos de turista.

Aparentemente, os problemas com os passaportes americanos começaram desde que Trump assumiu o cargo, pois vários países cancelaram o acesso sem vistos de portadores de passaportes americanos. A Turquia e a República Central da África suspenderam as facilidades de visitas e, em março, a União Europeia (EU) votou a favor de acabar com as viagens sem a necessidade de vistos para os americanos. Entretanto, a EU optou em nem seguir adiante com a decisão através de uma moção.

O Departamento de Estado dos EUA iniciou, em setembro, a proibição da entrada no país de cidadãos naturais da Coréia do Norte; a primeira vez que a administração Trump havia explicitamente proibido os americanos de visitarem uma determinada nação. A proibição assinada por Trump que não permite a entrada nos EUA de cidadãos naturais de 6 países de maioria muçulmana na África e Oriente Médio provou polêmica e ações judiciais.

Em 2015, os EUA lideravam o 1º lugar da lista com o Reino Unido, em 2016 o país caiu para o 4º lugar. Atualmente, os EUA estão atrás de 18 países, inclusive a Bélgica, Japão, Suécia e Singapura.

“Esta é o testemunho das relações diplomáticas inclusivas e políticas estrangeiras eficientes por parte da Singapura”, disse Phillipe May, diretor de administração do escritório do Arton Capital em Singapura.

Phillipe acrescentou ao CNN que países menores e “que não representam ameaça a ninguém”, são aqueles que tendem a ter os passaportes mais em demanda na atualidade. No geral, países desenvolvidos e com economias avançadas ficam em posições melhores. O oposto, nações sob conflito armado, como o Afeganistão, Síria e Iêmen, ocupam o final da lista.

O Index de Passaportes avalia as 193 nações membros da Organização das Nações Unidas (ONU), assim como 6 territórios reconhecidos internacionalmente. Outra pesquisa sobre o prestígio dos passaportes também revelou dúvidas sobre a posição dos EUA na lista. O relatório de 2017 da Henley & Partners, a Alemanha lidera a posição das nações que não necessitam visto de acesso, seguida pela Dinamarca, Finlândia, Itália e Espanha. Entre os 174 países avaliados pela Henley & Partners, os EUA empataram no 3º lugar. No Index Nômade de Passaportes, que avalia as nações que não necessitam de vistos, impostos cobrados de turistas, a possibilidade de dupla nacionalidade, direitos individuais e percepção global, os EUA empataram em 35º lugar.

 

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