Prisões na fronteira EUA-México caem 24% de junho a julho

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Os dados recém-divulgados também indicam que houve uma queda de 43% no total de apreensões ao longo da fronteira de maio a julho

Ocorreram quase 72 mil prisões em julho ao longo da fronteira sul, uma queda de 24% em relação às 94.908 em junho

As autoridades de imigração dos EUA prenderam menos migrantes ao longo da fronteira EUA-México em julho do que em junho, um declínio constante desde a alta de maio, segundo dados divulgados na quinta-feira (8) pela Patrulha da Alfândega e Fronteira (CBP).

Ocorreram quase 72 mil prisões em julho ao longo da fronteira sul, uma queda de 24% em relação às 94.908 em junho, de acordo com os dados. A queda nas prisões segue a tendência com a queda de 28% nas apreensões em junho a partir de maio; o mês mais alto em mais de uma década. Entretanto, o novo índice é significativamente maior do que em julho passado.

Os dados recém-divulgados também indicam que houve uma queda de 43% no total de apreensões ao longo da fronteira de maio a julho.

O comissário interino da CBP, Mark Morgan, disse na quinta-feira (8) que, enquanto a situação está melhorando, “ainda estamos em plena crise”.

Os números foram divulgados 2 meses depois que o México, devido à ameaça tarifária do presidente Donald Trump, assinou um acordo com os EUA, que incluiu dar “passos sem precedentes” para aumentar a fiscalização e frear a imigração clandestina. Embora a queda no fluxo clandestino seja comum durante os meses quentes de verão, Morgan negou que a diminuição tenha sido devido a mudanças sazonais.

Um oficial sênior da Patrulha da Fronteira disse à CNN no início desta semana que “nós teremos que esperar até o final de agosto para ver se a tendência se mantém”, referindo-se à queda nas detenções na fronteira.

O funcionário disse que uma combinação de fatores contribuiu para a redução, incluindo os esforços de fiscalização do México e o lançamento dos Protocolos de Proteção à Migração, pelos quais os migrantes são devolvidos ao México para aguardar o desenrolar de seus casos de imigração.

“Todas essas coisas juntas estão ajudando”, disse o funcionário.

Morgan disse que o progresso feito pelo México na vigilância de suas fronteiras tem sido “particularmente importante”. De acordo com os dados, o número de crianças desacompanhadas e famílias apreendidas na fronteira sul diminuiu entre junho e julho em cerca de 24% e 25%, respectivamente, uma queda que um porta-voz do PFC atribuiu ao recente aumento de agentes na fronteira.

Morgan creditou os US$ 4.5 bilhões de fundos suplementares de emergência fornecidos pelo Congresso neste verão para reduzir o tempo que os migrantes gastam sob a custódia da Patrulha de Fronteira.

“Nossas instalações são como delegacias de polícia. Elas são centros de processamento. Elas nunca foram construídas, projetadas, nem deveriam ser locais onde as crianças deveriam estar”, acrescentou Morgan.

Ele também elogiou o programa de Protocolos de Proteção aos Imigrantes, apoiado pelo México, como auxílio ao declínio do fluxo na fronteira. Até o momento, quase 30 mil migrantes estão esperando no México através do programa, concluiu Morgan.

 

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