Promotor de NY processa ONG da família Trump

Foto8 Jared Kushner e Ivanka Trump Promotor de NY processa ONG da família Trump
O casal Jared Kushner e Ivanka Trump também são citados na ação judicial contra a Fundação Trump

A ação judicial alega que as doações foram usadas para pagar as despesas com negócios políticos, pessoais e comerciais de Donald Trump

A família do Presidente Donald Trump administra uma organização beneficente que, segundo as autoridades, tem violado as leis. Uma ação judicial apresentada, na quinta-feira (14), no dia do 72º aniversário do dirigente do país e os três filhos adultos deles os acusa de operar a ONG “em violação persistente” das leis federais e estaduais há mais de uma década. O processo, apresentada pela Procuradora Pública de Justiça Barbara Underwood, na Corte Suprema Estadual de Manhattan, Nova York, alega que as doações foram usadas para ajudar a pagar os negócios políticos, pessoais e comerciais de Trump. O Estado quer US$ 2.8 milhões de ressarcimento e multas adicionais, além da proibição por 10 anos de Trump vir a administrar a ONG novamente.

“Como a nossa investigação revelou, a Fundação Trump não foi nada mais que uma conta bancária para o pagamento do Sr. Trump ou seus negócios para ONGs, independente dos propósitos ou legalidade”, disse Underwood. “Não é assim que fundações privadas devem funcionar e o meu escritório planeja responsabilizar a Fundação e seus diretores pelo mal uso dos fundos de caridade”.

A ação judicial apresentada junto ao tribunal acusa especificamente Trump e os filhos Ivanka, Donald Jr. e Eric de “atividade política imprópria e extensiva, transações repetidas e em proveito próprio e o fracasso em seguir obrigações fiduciárias básicas”.

Como era previsto, Trump não reagiu bem ao processo judiciário, atacando o predecessor de Undeerwood, Eric Schneiderman, que deixou o caro depois de ser acusado de ter abusado fisicamente de 4 mulheres.

“Os democratas desprezíveis de Nova York e o agora desgraçado (que saiu da cidade) procurador público Eric Schneiderman, estão fazendo todo o possível para me processar numa fundação que recebeu US$ 18.8 milhões e deu tudo para a caridade mais do que recebeu, US$ 19.200 milhões. Eu não farei acordo nesse caso!” Postou ele no Twitter.

“Scheiderman, que administrou a campanha política de Clinton em Nova York, nunca teve a coragem de iniciar essa ação judicial ridícula, que ficou arquivada no escritório dele por quase 2 anos. Agora, que ele deixou o cargo em desgraça, os discípulos dele o trouxeram à tona quando nós não faríamos um acordo”, acrescentou ele na rede social.

A ação judicial, resultante de uma acusação que começou há poucos meses antes das eleições presidenciais, em junho de 2016, alega que a Donald J. Trump Foundation levantou US$ 2.8 milhões que foram utilizados conforme instrução dos chefes de campanha do, então, candidato presidencial para ajudar a influenciar a campanha eleitora de 2016.

“A verba da fundação fez com que o Sr. Trump e a campanha eleitoral parecessem merecedores de caridade e influenciou os eleitores nas primárias republicanas e colégios eleitorais importantes”, acusa a ação judicial.

O processo inclui um e-mail do gerente de campanha de Trump; Ceorey Lewandowski. “Existe alguma forma que possamos fazer alguns saques essa semana enquanto estamos nessa semana em Iowa. Especificamente, no sábado”, enviou Lewandowski, em 29 de janeiro de 2016, para Allen Weisselberg que na ocasião atuava como tesoureiro da Fundação Trump e é atualmente chefe de finanças da Organização Trump.

O e-mail de Lewandowski foi seguido de pelo menos 5 pagamentos de US$ 100 mil que foram feitos para grupos de veteranos em Iowa antes de 1 de fevereiro, detalha ação. Os cheques grandes doados em cerimônias públicas ainda incluíam o slogan de campanha de Trump: “Faça a América Grande Novamente” (MAGA). Essa tática, alega o processo judicial, viola o código da Receita Federal (IRS) que regula as caridades, entre outras coisas, como gastar dinheiro para influenciar o resultado de uma eleição.

 

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