Proposta da Casa Branca dificulta mais para imigrantes legais se tornarem cidadãos

Foto13 Stephen Miller Proposta da Casa Branca dificulta mais para imigrantes legais se tornarem cidadãos
A proposta foi redigida pelo conselheiro presidencial, Stephen Miller, que também é descendente de imigrantes (Foto: NPR.org)

O número de americanos que votou em Trump em 2016 é cerca de 13 milhões mais baixo que o grupo de residentes legais que o plano de Miller tenta afetar

A Casa Branca planeja propor dificultar ainda mais para os imigrantes legais (portadores do green card) se tornarem cidadãos americanos, caso tenha utilizado uma série de benefícios públicos que envolvem desde o Obamacare a cupons de alimentos, divulgou o canal de TV NBC News. Redigido pelo conselheiro presidencial e nacionalista-branco, Stephen Miller, o plano também puniria os imigrantes se os filhos deles nascidos nos EUA, cidadãos por direito, utilizarem esses serviços, publicou a Reuters.

A proposta tende a se tornar antipopular entre todos menos os apoiadores mais leais de Donald Trump. A maioria da população americana é a favor da concessão da cidadania americana aos filhos dos imigrantes indocumentados e um número recorde disse em julho que a imigração era “algo bom” para o país, relatou a Gallup.

Na realidade, o número de americanos que votou em Trump em 2016 é cerca de 13 milhões mais baixo que o grupo de residentes legais que o plano de Miller tenta afetar, conforme dados do Censo. Quase 1 quarto da população dos EUA é composta de 1ª e 2ª gerações de imigrantes, revelou o Censo num relatório publicado em novembro de 2016. Há 76 milhões de pessoas, em contraste com 63 milhões de eleitores que votaram em Trump.

Os números do Censo incluem imigrantes que são cidadãos naturalizados, temporários, moradores antigos e residentes indocumentados, além de crianças com idade insuficiente para votar. O número com relação aos votos somente incluem cidadãos, incluindo imigrantes naturalizados e filhos de imigrantes que votaram em Trump.

A proposta é a mais recente da administração Trump na tentativa de limitar a imigração legal e clandestina, além de expulsar os residentes legais cuja definição de “americano” não se encaixa no perfil da administração. Um número cada vez maior de analistas políticos que isso também seja parte de uma tentativa maior republicana de manter o nível atual de controle político, apesar do fato que os EUA está se tornando cada vez menos branco e mais democrata.

O Partido Republicano (GOP) está encolhendo e as pesquisas que revelam apoio republicano forte por Trump na realidade não leva isso em consideração, segundo um relatório da Quartz. Cerca de 19% da população americana apoia Trump, em contraste com 31% da população que não gosta dele.

A imigração é um elemento base na força econômica dos EUA, revelou o relatório do Censo: “Atravessando com sucesso a transição de origens imigrantes, as quais um ou ambos os pais e avós nasceram no exterior, exerce um papel fundamental na mitologia do ‘sonho americano’. Essa expectativa de que o status econômico de alguém irá melhorar com relação a um desses pais ou avós é particularmente relevante nas comunidades imigrantes, nas quais a 1ª geração geralmente trabalha mais arduamente para superar os inúmeros desafios culturais e econômicos”.

 

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