Quadrilha cobra US$ 16 mil por legalização com casamento gay falso no Reino Unido

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Ricardo, um dos supostos líderes da quadrilha, disse nunca ter tido problemas com a polícia ou as autoridades migratórias britânicas (Foto: CNN)

As gangues começaram a atuar logo depois que a união oficial entre pessoas do mesmo sexo começou a vigorar em março desse ano

No Reino Unido, que engloba a Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, o casamento entre pessoas do mesmo foi legalizado em março desse ano, mas poucos meses depois de entrar em vigor, quadrilhas oferecem casamentos gays falsos para burlar as leis migratórias. Uma equipe de jornalistas do programa Inside Out London utilizou profissionais à paisana para expor a fraude e descobriu uma gangue que organizava e cobrava 10 mil libras esterlinas por cada casamento falso.

Um repórter fingindo ser um imigrante indocumentado buscava desesperadamente um casamento para poder permanecer no Reino Unido, enquanto outro fingia ser seu tio. A dupla Peter e Ricardo, supostos líderes da quadrilha, relataram aos jornalistas à paisana que já haviam “organizado” casamentos “muitas vezes”, segundo a agência de notícias CNN.

Eles ofereceram duas noivas romenas falsas ao repórter, ambas afirmando não serem lésbicas, mas que estavam dispostas a fingirem ser gays para se casarem com qualquer pessoa por dinheiro. Uma das mulheres, Alexandra, disse já ter organizado 6 casamentos falsos e, portanto, sabiam como enganar as autoridades britânicas.

“Nós temos que afirmar que vivemos juntos; isso não irá acontecer, mas é o que temos que declarar”, disse ela.

Ela acrescentou que também poderia montar uma foto “romântica” dela em companhia do repórter, destionada a persuadir as autoridades que eles mantinham uma relação genuína e detalhou: “Nós vamos dar as mãos, nos abraçar; nós temos que fazer isso”.

O número de casamentos falsos registrados disparou nos últimos anos, segundo as autoridades responsáveis. Mark Rimmer, chefe dos Serviços de Nacionalidade e Registros do Conselho de Brent, disse que “aqui em Brent, o Registro Local impede casamentos semanalmente”.

Em vários condados em Londres calcula-se que entre 20% a 30% dos casamentos são na realidade realizados visando a legalização de estrangeiros indocumentados. Entretanto, as estatísticas envolvem somente casamentos falsos entre heterossexuais. As autoridades ainda terão que desenvolver táticas e diretrizes que identifiquem os casamentos falsos entre pessoas do mesmo sexo.

“Eu acho que provavelmente seja mais difícil detectar os sinais se você tem um casal do mesmo sexo, seja ele masculino ou feminino”, comentou Rimmer.

A quadrilha investigada pela equipe de repórteres alegou que burlar as leis ao organizar casamentos gays falsos era fácil. Ricardo disse nunca ter tido problemas com a polícia ou as autoridades migratórias.

“Você diz, eu sou gay. Sem perguntas extras. É fácil para o gay”, comentou.

O ministro da Imigração & Segurança, James Brokenshire, declarou que o que a equipe de jornalista descobriu é perturbador e, portanto, pediu a suas equipes de vigilância que lançassem uma investigação sobre as alegações de fraudes nos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Reino Unido.

“Os cartórios terão mais poderes até o final do ano para poderem identificar melhor todos os casamentos fraudulentos”, anunciou Brokenshire.

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