“Rainha da Lapa” participa de festival de cinema de NY

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A obra é um retrato íntimo e cativante da renomada intérprete de cabaré, ativista e trabalhadora sexual Luana Muniz

A obra participará da 31ª edição do New Fest: Festival de Cinema LGBTQ de Nova York

A “Rainha da Lapa”, o documentário aclamado dos diretores Theodore Collatos e Carolina Monnerat terá sua estreia antecipada em Nova York como parte da competição de documentários na 31ª edição do New Fest: Festival de Cinema LGBTQ de Nova York, acontecendo de 23 a 29 de outubro. Um favorito em vários festivais internacionais de cinema, incluindo Sheffield, Maryland, Documentário Antena da Austrália e Scottish Queer, vencedor do Alternative Spirit Award no Rhode Island International Film Festival e nomeado Melhor Longa Metragem SHOUT no Sidewalk Film Festival para melhor filme LGBTQ, Rainha da Lapa é um retrato íntimo e cativante da renomada intérprete de cabaré, ativista e trabalhadora sexual Luana Muniz, uma das brasileiras transgêneros mais influentes da história.

Humanizando questões em torno do trabalho sexual de transgêneros no Rio de Janeiro; uma cidade atualmente governada por um prefeito evangélico conservador em um país presidido por um chefe de estado de extrema direita; a “Rainha da Lapa” oferece um olhar sobre a vida de profissionais do sexo cujas existências são batalhas em duas frentes: por se identificarem como transgêneros em um ambiente sociopolítico abertamente hostil, além de ganhar a vida com a prostituição.

Uma orgulhosa trabalhadora sexual desde os 11 anos, Muniz ajudou a introduzir uma realidade mais tolerante para as novas gerações de profissionais do sexo trans, oferecendo moradia e proteção, por meio de seu “albergue,” no bairro da Lapa. O documentário de Collatos e Monnerat explora a vida cotidiana, as rivalidades e a busca pelo amor das “meninas de Luana,” enquanto Muniz lhes oferece orientação em um país reconhecido por sua violência contra membros da comunidade LGBTQ.

Juntamente com o perfil de uma heroína sub-reconhecida, este documentário “verité” (verdade) ouve humildemente, sem julgamento, discussões francas sobre vitória e tragédia transgênero nas ruas da Lapa.

“Um dos documentários mais fortes e impactantes que já vi, a paciência dos cineastas, a confiança que eles conquistaram e a brilho ousado de seus assuntos extraordinários”, comentou Ondi Timoner, diretora vencedora por duas vezes do Prêmio do Grande Júri de Sundance.

“Completamente diferente e notável”, disse Kevin Rakestraw, do Film Pulse.

 

 

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