Repatriação de capitais aos EUA vai provocar aumento do dólar

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Companhias americanas guardaram bilhões de dólares de lucro no exterior para assim fugirem dos impostos nos EUA e assim aumentar os lucros

A nova reforma tributária permite que empresas tragam de volta ao país quase US$ 3 trilhões em lucros

Na quinta-feira (21), os congressistas republicanos votaram a favor do projeto de reforma tributária da administração Trump. A nova lei inclui uma emenda que visa encorajar a repatriação dos dólares enviados pelas empresas americanas ao exterior. Caso o incentivo funcione, ele poderá gerar o fluxo de bilhões de dólares de volta aos EUA. Conforme o plano republicano, todos os bens das companhias seriam considerados repatriados e tributados somente uma vez tendo como base a alíquota de 12%. Já bens líquidos como o mercado imobiliário, serão tributados em 5%.

As alíquotas atuais são um pouco mais altas que os 10% propostos anteriormente em abril, entretanto, ainda são bem mais baixos que os 35% cobrados atualmente; o qual incentiva as companhias a manter o dinheiro no exterior. Analisando todas as companhias com sede nos EUA, o Citigroup informou que há aproximadamente US$ 2.5 trilhões de capital guardado no exterior. Já a Goldman Sachs calculou em setembro que a S&P 500 companhias mantêm US$ 920 bilhões guardados no exterior e a firma estima que US$ 250 bilhões poderiam ser repatriados.

Há muitas coisas que as companhias podem fazer uma vez que o dinheiro retorne aos EUA. Elas poderão investir no próprio negócio, uma probabilidade apoiada pelos políticos, pois isso levaria ao crescimento econômico. Por outro lado, essas empresas poderiam comprar de volta suas ações; o que impulsionaria o mercado de ações. Vale frisar que o mercado de ações não é a economia.

A última vez em que o Governo americano emitiu um imposto de repatriação no feriado foi em 2004 e as empresas gastaram o dinheiro basicamente na compra de volta de ações. Desta vez, entretanto, Wall Street antecipa que as coisas serão diferentes, informou o repórter do Business Insider, Joe Ciolli.

O Bank of America Merrill Lynch calcula que 50% do US$ 1.2 trilhão do dinheiro repatriado será usado nas “compras de volta” (buyback), em contraste com 80% em 2004. Outro fator influenciador é que a avaliação das ações está atualmente próxima a níveis recordes; o que torna mais caro para as empresas comprarem novamente. Ao longo das últimas décadas, algumas das maiores companhias nos EUA apostaram grande: Guardaram bilhões de dólares de lucro no exterior para assim fugirem dos impostos e aumentar os lucros. Poderá demorar uma geração para avaliar se a estratégia valeu a pena.

Pouco mais de 20 anos depois que a técnica de enviar dinheiro para o exterior tornou-se prática corriqueira, ela tende a gerar benefícios imensos aos EUA. A nova lei permite que a companhias tragam do exterior quase US$ 3 trilhões em lucros ao país a impostos reduzidos.

 

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