Sexo e drogas: Sem-teto brasileiro é agredido e mantido em cativeiro

Foto1 Otoni Eliseu Sexo e drogas: Sem teto brasileiro é agredido e mantido em cativeiro
“Ele atingiu as minhas costas, as minhas nádegas; dizendo ‘você é gay, você gosta de mim”, disse Otoni Eliseu
Foto1 Jackson Sugrue Sexo e drogas: Sem teto brasileiro é agredido e mantido em cativeiro
Jackson Sugrue, morador em Framingham (MA), é acusado de crime motivado por ódio

Otoni Eliseu foi mantido 4 dias sem água e comida no apartamento do porão da Igreja Batista da Filadélfia, em Framingham (MA)

No sábado (30), a polícia prendeu o americano Jackson Sugrue, de 19 anos, morador em Framingham (MA), sob a acusação de crime motivado por ódio e manter Otoni Eliseu, de 50 anos, natural da Bahia, em cativeiro por 4 dias porque a vítima é homossexual. Os agentes o encontraram ensanguentado e com escoriações. O brasileiro relatou que foi mantido contra a vontade no interior de um apartamento no porão de uma igreja sem comida ou água durante 4 dias enquanto era espancado.

Jackson está sendo acusado de crime motivado por ódio porque Eliseu alega que o agressor gritava continuamente xingamentos contra homossexuais, relatou a Promotoria Pública. A polícia encontrou Otoni depois que recebeu uma ligação às 5:40 da tarde de que uma pessoa havia sido agredida com um bastão. No local, os detetives encontraram a vítima trajando apenas calças compridas, caída no chão, ensanguentada e com escoriações pelo corpo.

“Ele disse que escapou de um apartamento onde foi mantido contra a vontade dele nos últimos quatro dias”, disse o promotor público Dylan Krasinski.

Eliseu foi levado ao MetroWest Medical Center, em Framingham, onde recebeu os primeiros socorros. Os policiais descobriram que Jackson e a vítima se conheciam, após o brasileiro ter relatado que eles “estavam juntos” antes de Sugrue, de repente, se tornar violento.

O apartamento onde ocorreu a agressão fica localizado no porão da Igreja Batista da Filadélfia, onde Eliseu vive depois que o pastor permitiu que ele ficasse lá.

“Ele vivia numa mata há umas duas semanas”, disse Murilo da Silva, o pastor da Igreja Batista da Filadélfia, ao canal de TV Boston 25 News.

Eliseu alega que foi mantido em cativeiro no banheiro do apartamento sem comida ou água. Silva detalhou que o brasileiro estava se recuperando da dependência em drogas.

Na segunda-feira (2), Krasinski disse durante a audiência no tribunal que Jackson teria impedido a vítima de sair do apartamento ao pegar o aparelho celular dela e “ameaça-la”. Eliseu disse que Sugrue é um homem perigoso.

Jackson teria impedido que Otoni bebesse ou comesse quando era mantido cativo. A Promotoria relatou que, no sábado (30), o agressor teria jogado da cama ao chão o brasileiro, pisando repetidamente na garganta dele e apertando o pescoço. Eliseu alega que se trata de crime de ódio porque ele é homossexual.

“Ele atingiu as minhas costas, as minhas nádegas; dizendo ‘você é gay, você gosta de mim”, disse Otoni.

Eliseu detalhou que Sugrue o atingiu com uma mesa de centro ao mesmo tempo em que proferia xingamentos contra os homossexuais; dizendo “eu sei que você é gay”. O brasileiro acrescentou que o agressor também o atingiu com um extintor de incêndio.

Eliseu disse ao canal de TV local Boston 25 News que implorou e gritou para sair do banheiro. No sábado (30), ele conseguiu fugir e correr para salvar a própria vida.

“Jesus estava me ajudando; graças a Deus eu estou vivo”, disse ele.

Ainda no sábado, policiais prenderam Jackson numa casa na Belknap Road. Ele está sendo acusado de crime motivado por ódio, agressão com arma perigosa, agressão e intimidação de testemunha. O Juiz David Cunis determinou a fiança em US$ 1 mil e ordenou que o réu mantivesse distância da vítima, assim como da Igreja Batista da Filadélfia, que fica localizada em Framingham, subúrbio de Boston (MA).

Eliseu disse que queria simplesmente ajudar um amigo e não esperava que ele se tornasse violento. Otoni relatou que ele e Jackson estavam fumando crack juntos, na quarta-feira (27), quando Sugrue, de repente, se tornou agressivo, segundo o Boston 25 News.

Jackson nega as acusações e alega que na realidade ele é a vítima, pois Otoni tentou tirar vantagem dele, disse o advogado de defesa. “Ele (Eliseu) estava tentando fazer coisas que são contra a natureza dele”, alegou Kenneth Gross, publicou o MetroWest Daily News.

Os pais de Sugrue disseram ao jornal local que Otoni estava “obcecado com o filho deles”.

“É absolutamente ridículo sugerir que o meu filho tem algo a ver com crime motivado por ódio”, disse Frank Sugrue ao jornal.

 

 

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