Titã Tony Bellotto lança livro “Bellini e a Esfinge” em inglês

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“Em 1990, eu tentava escrever o meu primeiro livro. Eu precisava de um alter ego e o encontrei nas sobras do meu passado, eu mesmo na adolescência”, disse Tony Bellotto

O ex-componente da banda de rock escreveu a obra em 1995, em português

Originalmente lançado em português em 1995, o autor Tony Bellotto, ex-componente da banda Titãs, sucesso na década de 80, criou o personagem Remo Bellini, na obra “Bellini e a Esfinge”, que em 2018 foi lançada na versão em inglês pela Akashic Books, com sede no Brooklyn (NY).

Bellini odeia o primeiro nome dele. Nascido gêmeo, Remo tem vivido na sombra do irmão dele, Rômulo, que morreu aos 2 dias de vida. Desde então, Rômulo tem sido sempre o irmão que seria tudo que Remo não é: Um filho obediente, sucesso acadêmico, um advogado como o pai dele, Tulio. Remo cursou a Universidade de Direito, mas odiava exercer a profissão, então, ele agora trabalha para a Lobo Investigações Privadas.

Como a maioria dos investigadores, ele passa bastante tempo observando cônjuges infiéis. Então, ele fica intrigado quando consegue um caso completamente diferente. Samuel Rafidjian, um cirurgião pediatra famoso, quer encontrar uma dançarina exótica que trabalhou no Dervish, um clube de strip-tease na Rua Augusta, no Centro de São Paulo. Após um caso de seis meses com o doutor, a mulher desapareceu abruptamente e Rafidjian está desesperado para encontra-la. Ninguém no Dervish admite conhecer a dançarina desaparecida. O gerente Khalid Tureg diz que ela nunca trabalhou lá e garante a Bellini que ele nunca a encontrará porque “as mulheres são ilusão”.

Enquanto isso, Bellini vive cercado de mulheres: Dora Lobo, a chefe que o enviou a esse caso maluco; Camila e Dinéia, duas dançarinas que descreveram a mulher desaparecida; Fátima, uma prostituta obcecada por ele; Beatriz, a estudante de Direito que ele é obcecado; até a mãe dele, que o telefona pedindo-lhe que faça as pazes com o pai teimoso. A única mulher que se esconde dele é aquela que ele precisa encontrar o mais breve possível, Ana Cintia Lopes, o objeto misterioso da afeição sincera, ou inapropriada, do Dr. Rafidjian.

“Em 1990, eu tentava escrever o meu primeiro livro. Eu precisava de um alter ego e o encontrei nas sobras do meu passado, eu mesmo na adolescência. Inspirado pelo Nick Adams do Hemingway, eu decidi escrever sobre a minha adolescência  na década de 70, quando eu vivia numa cidade pequena no estado de São Paulo. Naquela época, eu morava na cidade de São Paulo, trabalhava como um louco para sustentar a minha filha pequena, tocando guitarra numa banda de rock-and-roll. Entretanto, aquele sonho antigo de me tornar um escritor invadia as minhas noites, provocando uma insônia persistente”, disse Tony Bellotto.

“Então, eu criei esse personagem inspirado no Nick Adams e eu precisava dar um nome a ele para torna-lo real. Naquela época, eu estava apaixonado com o Arturo Bandini do John Fante. Sendo eu mesmo de descendência italiana, eu buscava um nome capaz de misturar o meu próprio ‘Bellotto’ com o ‘Bandini’ do Arturo. Isso foi difícil. Uma tarde, como mágica, o carteiro passou uma carta por debaixo da minha porta. Entretanto, foi um engano, a carta não havia sido enviada para mim, mas o meu vizinho, uma pessoa que eu não conhecia e tinha o nome Bellini. Aquele era o nome que eu procurava; uma mistura perfeita entre Bellotto e Bandini: Bellini! Eu agradeci imensamente o carteiro”, acrescentou. “Pouco tempo depois, o meu alter ego adolescente transformou-se rapidamente num adulto e um pouco deprimido, o detetive particular Remo Bellini e eu continuei a escrever Bellini e a Esfinge”.

 

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