Traficante acusado de matar patrulheiro é extraditado aos EUA

Foto2 Brian Terry  Traficante acusado de matar patrulheiro é extraditado aos EUA
O patrulheiro Brian Terry, de 40 anos, foi morto com um tiro no Arizona, em 2010
Foto2 Heraclio Osorio Arellanes Traficante acusado de matar patrulheiro é extraditado aos EUA
Heraclio Osório Arellanes é acusado de diversos crimes, incluindo homicídio em 1º grau

Heraclio “Laco” Osório Arellanes foi transportado através da fronteira dos EUA com o México na terça-feira (31)

O membro de uma gangue de ladrões e traficantes de drogas suspeito de ter matado a tiros em 2010 um agente da Patrulha da Fronteira (BP) no Arizona foi extraditado do México para ser julgado nos EUA. O réu Heraclio “Laco” Osório Arellanes foi transportado através da fronteira na terça-feira (31), segundo o comunicado do Procurador de Justiça Jeff Sessions. Ele é acusado de ter cometido diversos crimes, incluindo homicídio em 1º grau, e compareceu à audiência preliminar na quarta-feira (1), em Tucson.

As autoridades federais disseram que Arellanes fazia parte de um grupo de marginais que se envolveu num tiroteio com Brian Terry, de 40 anos, e outros patrulheiros na região sul do Arizona. Terry, membro do time tático de elite da BP, morreu durante o incidente. Um dos bandidos foi baleado no torso e imobilizado, enquanto outros 5 indivíduos fugiram para o lado mexicano e se esconderam. Arellanes estava detido desses que foi preso em 2017 pelas autoridades mexicanas no “Triângulo Dourado”, uma região onde 3 estados se encontram e cartéis de drogas controlam um território vasto. As autoridades acreditam que o réu fazia parte de um grupo que cruzou clandestinamente a fronteira dos EUA e rumava para roubar traficantes de maconha.

Conforme testemunhos no tribunal, os patrulheiros avistaram os 6 homens armados com “rifles longos e mochilas” e os mandaram parar. O grupo respondeu com tiros e Brian foi atingido por um único tiro. Duas das armas apreendidas no local do tiroteio foram rastreadas e pertencem a operação “Fast and Furious” (Rápido e perigoso, em inglês). Essa operação, aprovada pelo Departamento de Justiça (DOJ), permite que armas sejam vendidas ilegalmente nos EUA  para que possam ser monitoradas através da fronteira e localizar os cartéis de droga no México. O objetivo era prender os chefes dos cartéis, mas a maioria das armas desapareceu.

O assassinato de Terry comprometeu o programa e deu início à uma das maiores controvérsias políticas no primeiro mandato do Presidente Obama. Além disso, a morte do patrulheiro provocou a saída do chefe do Departamento Federal de Controle do Álcool, Tabaco, Armas de Fogo & Explosivos, responsável pela operação.

Entre os 6 réus acusados com Arellanes no caso, 3 deles assumiram a culpa, 2 foram considerados culpados após julgamento e 1 réu, Jesus Rosário Favela Astorga, ainda não foi julgado. Ele foi preso pelas autoridades mexicanas em outubro de 2017 e aguarda ser extraditado para os EUA.

 

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