Traficante de armas brasileiro passa mal em audiência na FL

Foto21 Frederik Barbieri  Traficante de armas brasileiro passa mal em audiência na FL
Frederik Barbieri foi preso na noite de sexta-feira (23) em sua residência na cidade de Fort Pierce (FL)
Foto7 Rifles contrabandeados Traficante de armas brasileiro passa mal em audiência na FL
A Polícia Federal confiscou os rifles contrabandeados e descobertos no Aeroporto Tom Jobim

O carioca Frederik Barbieri foi levado a um hospital local e a audiência preliminar teve a data remarcada

Na segunda-feira (26), o réu Frederik Barbieri, natural do Rio de Janeiro, acusado de contrabandear armas ao Brasil, passou mal durante a audiência preliminar. Ele foi levado a um hospital local e audiência teve a data remarcada. A nova audiência ocorreu na terça-feira (27), na Clyde Atkins Federal Courthouse, em Miami (FL).

As autoridades brasileiras tentam a extradição de Barbieri, preso pela polícia na Flórida e acusado de traficar fuzis para o Brasil. A prisão dele ocorreu uma semana depois que o governo brasileiro usou as Forças Armadas na tentativa de controlar a violência generalizada que assola o Rio de Janeiro, onde quadrilhas com armas pesadas dominam as favelas da capital fluminense.

Os Estados Unidos são a maior fonte das armas clandestinas que entram no Brasil e que acabam nas mãos de criminosos e traficantes de drogas, segundo um relatório emitido pela polícia brasileira. Frederik foi preso na noite de sexta-feira (23) em  sua residência na cidade de Fort Pierce (FL), informou Nestor Yglesias, porta-voz do Departamento de Imigração (ICE) na jurisdição de Miami, no sábado (24).

“Ele foi preso por agentes especiais do setor de investigações do Departamento de Segurança Nacional (DHS)”, disse Yglesias, acrescentando na ocasião que Barbieri compareceria perante um juiz na segunda-feira (26).

. Entenda o caso:

As autoridades brasileiras vinham tentando localizar e prender Frederik desde a descoberta de 60 rifles automáticos, incluindo AK-47s, e outros rifles de combate, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, em junho de 2017, no interior de equipamentos para aquecer a água de piscinas. Na ocasião, ele negou ter qualquer envolvimento no tráfico das armas, mas a polícia brasileira suspeitou da participação dele depois que um container contendo munições foi encontrado em 2010 no porto de Salvador em nome dele.

Fabrício Oliveira, chefe da unidade de desarmamento da Polícia Federal no Rio de Janeiro, disse aos repórteres que Barbieri havia sido preso por agentes do ICE e que eles encontraram 40 armas automáticas na residência do suspeito. O Ministério da Justiça do Brasil já solicitou a extradição dele e espera que um tribunal brasileiro aprove a documentação adicional requerida pelas autoridades americanas. Barbieri mudou-se para a Flórida em 2012 e obteve a cidadania americana, o que poderia impedir a extradição dele e fazer com que ele fosse julgado nos EUA.

“Os EUA continuam a ser a maior fonte indireta de pistolas e rifles de assalto como resultado das vendas irrestritas de armas em lojas e feiras nas cidades americanas”, informou a Polícia Federal do Brasil.

Em dezembro de 2017, um relatório informou que um estudo revelou que mais de 10 mil armas foram confiscadas pela polícia no Brasil desde 2014, a maioria no Rio de Janeiro, e que 1.500 eram originárias dos EUA. As armas geralmente passam por um terceiro país antes de chegar no Brasil, com o Paraguai sendo o principal intermediário. As armas americanas tendem a ser rifles de assalto e pistolas de alto calibre, enquanto que outras armas que circulam ilegalmente no Brasil vindas de outros países são de porte mais baixo.

Oito lojas estrangeiras foram identificadas como as que venderam as armas de calibre mais alto que foram parar no Brasil, sendo 5 localizadas na Flórida. Entretanto, uma loja no Paraguai seja a maior vendedora individual, acrescentou o relatório.

 

 

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