Trump diz que restringirá asilos na fronteira com o México

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“Não há muita diferença quando você é atingido no rosto por uma pedra”, disse Trump

O Presidente sugeriu que os patrulheiros enviados à região poderiam atirar contra alguém nas caravanas, caso essa pessoa atire pedras neles

Na quinta-feira (1), o Presidente Donald Trump disse que assinaria um decreto de lei na “próxima semana” visando restringir as regras que concedem asilo nos EUA. Ele busca usar os grupos formados por imigrantes centro-americanos que rumam em direção à fronteira dos EUA com o México em seus discursos antes das eleições intermediárias, na terça-feira (6). Além disso, ele sugeriu que os patrulheiros enviados à região poderiam atirar contra alguém nas caravanas, caso essa pessoa atire pedras neles.

No discurso malicioso proferido na Casa Branca sobre a imigração, Trump repetiu muitos dos temas usados por ele durante a campanha presidencial. Entretanto, apresentou pouquíssimas formas concretas sobre como resolver os problemas enfatizados por ele.

Trump adiantou que a administração atual está finalizando um projeto de lei que limitaria a apresentação de pedidos de asilo nos pontos de entrada no país. Ele alegou que os imigrantes geralmente abusam do sistema ao inventar as estórias deles para asilo. Entretanto, ele não especificou como a mudança em tal ordem executiva funcionaria ou por que citava uma mudança de política que ainda estava em estágio preliminar.

Perguntado se ele conseguia imaginar patrulheiros atirando em alguém nos grupos de imigrantes, Trump respondeu aos repórteres na Casa Branca: “Eu espero que não. Eu espero que não, mas são os militares”.

“Eu espero que não haja isso”, comentou, acrescentando que o ato de atirar pedras  contra os agentes militares será considerado uso de arma de fogo, “pois não há muita diferença quando você é atingido no rosto por uma pedra”.

O regulamento do Departamento de Defesa determina que “a força mortal é justificada somente quando ocorre a crença razoável de que o objeto de tal força representa ameaça iminente de morte ou ferimento grave à uma pessoa”. O Coronel Jamie Davis, porta-voz do Pentágono, disse, após os comentários feitos por Trump, que “não discutirá situações hipotéticas ou medidas específicas com relação às nossas regras relacionadas ao uso de força, entretanto, o nosso pessoal é treinado profissionalmente e possui o direito inerente à autodefesa”.

“Poderá haver interações incidentais entre os militares e os imigrantes ou outro grupo que esteja naquela área, portanto, estamos nos certificando que nossos soldados, nossos fuzileiros estejam totalmente treinados sobre como agir nessas interações”, disse o General Terrence O’Shaughnessy. “Eles irão entender as regras relacionadas à essa interação e elas serão consistentes com o CBP (Patrulha da Fronteira)”.

 

 

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