Trump frustra Bolsonaro e mantém veto à carne bovina do Brasil

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O Brasil é o 5º maior exportador de carne bovina aos EUA, ficando atrás somente do Canadá, Austrália, Nova Zelândia e México

O governo americano solicitou uma 2ª inspeção, para que assim fosse avaliada a possibilidade de liberação da importação do produto brasileiro

A administração Trump manteve o veto na importação de carne bovina brasileira em natura, uma parceria que havia sido combinada entre o governo Bolsonaro e o atual presidente dos EUA. A decisão foi tomada depois de uma inspeção realizada pelo Departamento de Agricultura do Brasil, divulgado na última quinta-feira (31). As autoridades americanas teriam pedidos mais informações sobre o assunto à administração atual, entre as quais a realização de uma nova inspeção técnica sobre a qualidade da carne comercializada atualmente no Brasil. Conforme o resultado desta 2ª inspeção, o veto contra a importação da carne brasileira pelos EUA poderá ser suspenso; o que poderá atrasar a abertura do mercado em até 1 ano.

No final de junho de 2017, o governo dos EUA vetou imediatamente a importação de carne bovina em natura oriunda do Brasil. Na ocasião, a decisão foi tomada depois que inspeções técnicas revelaram preocupações com a saúde pública, falta de higiene a saúde dos animais abatidos. A operação foi batizada de “Carne Fraca”. As autoridades americanas informaram que o veto permaneceria até que o Brasil “tomasse ações corretivas”.

O Brasil é o 5º maior exportador de carne bovina aos EUA, ficando atrás somente do Canadá, Austrália, Nova Zelândia e México. Em 2017, o Brasil exportou 50 milhões de libras aos EUA. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, ficando a Índia em 2º lugar.

“Embora o comércio internacional seja uma parte importante daquilo que fazemos no USDA e o Brasil tem sido um dos nossos parceiros antigos, a minha primeira prioridade é proteger os consumidores americanos”, disse na ocasião Sonny Perdue, secretário da agricultura num comunicado.

Em 2017, o USDA vinha inspecionando desde março a carne importada do Brasil e recusou 11% do produto em natura. Na ocasião, o órgão detalhou que o índice era “significativamente mais alto” que a rejeição do resto do mundo, que é de aproximadamente 1%. Em março do mesmo ano, China, México, Chile, Japão, a União Europeia e Hong Kong suspenderam a importação de carne bovina brasileira, fazendo com que o governo brasileiro fechasse 3 processadoras de carne e suspendesse a licença de exportação de 21 frigoríficos de embalagem de carne.

Atualmente, com relação à balança comercial entre o Brasil e os EUA, somente houve concessões do lado brasileiro, como a abertura de uma cota para a importação do trigo produzido nos EUA. Durante visita a Washington-DC em março desse ano, Bolsonaro fechou um acordo com o Presidente Donald Trump de que o Brasil importaria até 750 mil toneladas de trigo com tarifa 0%.

 

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