Trump planeja separar pais e filhos em centros de detenção

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Ativistas defensores dos direitos dos imigrantes temem pelo bem-estar dos menores, caso sejam separados de seus pais

A nova política permite que os pais sejam detidos em centros para adultos e as crianças em abrigos separados ou aos cuidados de “tutores”

Numa nova tentativa de combater o fluxo de entradas clandestinas nos EUA através da fronteira com o México, a administração Trump está avaliando a possibilidade de separar os filhos de seus pais nos centros de detenção. A medida também penalizaria os imigrantes indocumentados que vivem nos EUA e tentam trazer os filhos ao país, publicou o jornal The Washington Post, Na quinta-feira (21).

As famílias detidas nas fronteiras têm historicamente sido mantidas juntas. Essa nova política, segundo o jornal The New York Times, permite que os pais sejam detidos em centros para adultos e as crianças em abrigos separados ou aos cuidados de “tutores”.

A nova secretária do Departamento de Segurança Nacional (DHS), Kirstjen Nielsen, ainda não deu o apoio oficial, embora a Casa Branca esteja de acordo e o Departamento de Imigração  (ICE) já tenha aprovado a política. Um representante do DHS disse que o órgão passou 2017 revendo as mudanças “políticas processuais, regulatórias e legislativas” com o objetivo de resolver o problema da imigração clandestina. “A administração está comprometida em usar todas as ferramentas legais ao seu dispor para manter a segurança nas fronteiras da nação e, como resultado, continuamos a rever as opções políticas disponíveis”.

Apesar de o DHS não confirmar ou negar que qualquer política específica tenha sido revista, o secretário interino Tyler Houlton adiantou que o órgão está explorando “todas as medidas possíveis” para proteger as crianças. “É cruel para os pais pôr as vidas de seus filhos nas mãos de organizações criminosas internacionais e contrabandistas que possuem respeito zero pela vida humana e geralmente abusam ou abandonam crianças”, disse ele através de um comunicado.

Em março, as autoridades migratórias trouxeram à tona esse tipo de tática draconiana, alegando que isso poderia convencer as pessoas a não cruzarem a fronteira clandestinamente, entretanto, não seguiram à frente com a proposta. Na ocasião, a decisão deve ter sido influenciada pela queda no fluxo da imigração clandestina nos primeiros meses da administração de Donald Trump. Na ocasião, o secretário do DHS, John Kelly, disse que o órgão somente separaria as pessoas em circunstâncias que apresentassem perigo às crianças.

Ainda assim, algumas famílias foram separadas e processadas por entrada clandestina nos EUA, publicou o jornal The Houston Chronicle. O Florence Immigrant and Refugee Rights Project, um provedor de serviços legais no Arizona, informou que identificou 155 casos de separação familiar, até outubro de 2017. Os advogados argumentaram que a prática é inconstitucional, enquanto a administração tem alegado que a separação é algumas vezes necessária para proteger as crianças dos traficantes de pessoas.

 

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