Vai ao Brasil? Cuidado com a febre amarela

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A transmissão por Aedes aegypti no Brasil não ocorre desde 1942

Apesar do medo da população, macacos não transmitem o vírus para humanos e também são vítimas

Todos os casos de febre amarela registrados no Brasil são do tipo silvestre. Isso quer dizer que a transmissão ocorreu pela picada dos mosquitos Haemagogus ou Sabethes, que vivem predominantemente em áreas silvestres e de matas. Primeiro, eles picam um macaco doente e adquirem o vírus. Depois de alguns dias, eles já são capazes de transmitir a febre amarela a outros macacos ou humanos.

A transmissão por Aedes aegypti não ocorre desde 1942. Para evitar que isso volte a ocorrer, o Ministério da Saúde reforçou as ações na área de vacinação e de combate ao mosquito. Essas são as principais formas de combater a doença, que não é contagiosa. Ou seja: não é transmitida de humanos para humanos ou de macacos para humanos.

Apenas os mosquitos transmitem a doença; macacos são vítimas, assim como os humanos. Caso a população encontre animais mortos ou doentes, deve informar o mais rapidamente possível ao serviço de saúde do município ou do estado onde vive, pelo número de telefone 136.

Os últimos casos confirmados de infecção no Brasil reacenderam o alerta para a importância da vacinação contra a doença. Vários países exigem que os turistas estejam protegidos para viajarem aos destinos onde há risco de transmissão, ou se vêm de lugares em que há casos de infecção.

Segundo a Anvisa, as vacinas levam de 10 dias a seis semanas para efetivarem a imunização. Por isso, é importante ter em vista essa janela entre o dia da vacinação e a data da viagem, já que alguns países impedem a entrada dos viajantes em períodos mais curtos do que esse. A exigência internacional é pela dose padrão da vacina.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém uma lista dos destinos que exigem a documentação. Entre os países que pedem a certificação estão: Austrália, Bolívia, China, Colômbia, Panamá, Nicarágua, Venezuela e Cuba.

Crianças entre nove meses e dois anos, gestantes, pacientes portadores de HIV/Aids e pessoas que passam por quimioterapia não podem tomar a vacina.

 

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