Veja como o ICE usa redes sociais para monitorar e prender indocumentados

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Tais e-mails são uma prova rara da monitoração cada vez mais ampla que o ICE utiliza para rastrear imigrantes passíveis de deportação

Periodicamente, o ICE envia dados de indivíduos deportados ao NCATC para que sejam processados pelo Sistema de Análise de Dados

Mensagens através de e-mails enviadas pelo Departamento de Alfândega & Imigração (ICE) revelaram como o órgão utilizou as redes sociais para monitorar e prender um imigrante no sul da Califórnia. Nos e-mails, que foram mostrados numa audiência na Corte Federal, os agentes discutiram o status de relacionamento de uma pessoa, frisando que ela estava de “coração partido”, conforme postagens no Facebook, e confirmou a identidade dela através de fotos postadas da festa de aniversário do pai dela. Posteriormente, o ICE prendeu o indivíduo depois que ele visitou a página do Home Depot no Facebook.

Tais e-mails são uma prova rara da monitoração cada vez mais ampla que o ICE utiliza para rastrear imigrantes passíveis de deportação. Neste caso, o ICE utilizou a controversa base de dados CLEAR, da Thomson Reuter, ou seja, parte de uma crescente base de dados comerciais, a qual permite ao governo coletar certos tipos de informações.

Os e-mails foram incluídos pelo governo em resposta a moção de um advogado público federal cujo cliente estava sendo acusado de reentrar clandestinamente nos EUA. Devido ao fato de a vasta maioria dos imigrantes que são deportados do país não serem indiciados criminalmente, é extremamente raro para o ICE revelar detalhes relacionados às suas investigações de forma tão profunda.

O imigrante, que vive nos EUA desde 1 ano de idade, trabalhava no ramo de telhados, constituiu família e os filhos dele nasceram nos EUA. Ele havia sido deportado ao México posteriormente por um delito não violento envolvendo o recebimento de material roubado numa oficina mecânica e não havia sido identificado pelas autoridades locais desde o retorno dele aos EUA.

“Eu voltei, eu voltei para ficar com a minha família”, disse o imigrante ao juiz durante a audiência em janeiro de 2019. “Eu sinto muito. Isso é tudo”.

Segundo documentos apresentados no tribunal, a investigação envolvendo o imigrante começou em 22 de fevereiro de 2018, quando o National Criminal Analysis and Targeting Center (NCATC) do ICE gerou uma suspeita e a enviou ao escritório do ICE em Los Angeles (CA).

Periodicamente, o ICE envia dados de indivíduos deportados ao NCATC para que sejam processados pelo Sistema de Análise de Dados para verificar se eles reentraram clandestinamente nos EUA.

 

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