Vinícola de Trump demite 7 funcionários indocumentados

Foto9 Trump Winery  Vinícola de Trump demite 7 funcionários indocumentados
Omar Miranda, um motorista de trator natural de Honduras, disse ao Post que a vinícola (detalhe) “não tomou a decisão no verão porque precisava muito deles”

Os trabalhadores relatam que foram demitidos somente depois do início da baixa estação da colheita de uvas na Virgínia

Na segunda-feira (30), a Organização Trump demitiu pelo menos 7 funcionários indocumentados em sua vinícola na Virgínia, publicou o Washington Post, uma decisão que 2 dos trabalhadores consideraram estratégica. O jornal informou na edição de terça-feira (31) que as demissões na Trump Winery ocorreram quase 1 ano depois que a companhia “prometeu livrar-se de todos os trabalhadores indocumentados em suas instalações”, entretanto, os dois funcionários relataram que as demissões ocorreram somente depois que eles terminaram o trabalho árduo da temporada no local.

A Trump Organization já havia sido criticada por ter contratado trabalhadores indocumentados, demitindo em fevereiro de 2019 18 indocumentados em 5 campos de golfe em New Jersey e Nova York. Dois dos funcionários demitidos na vinícola, que trabalharam no local durante mais de 10 anos, disseram ao Post que “achavam que a companhia esperou demiti-los até que o ciclo de trabalho anual terminasse, ou seja, tirando proveito da mão-de-obra deles ao máximo”.

As demissões nesta semana “ocorreram durante o período de inverno (baixa estação) no vinhedo”, ressaltou o jornal.

“Eu acho que eles (do vinhedo) queriam expor bem o produto deles no mercado, as uvas, garantir que foram bem cuidadas e, uma vez que a temporada estava lenta, puderam demitir todos nós”, relatou um dos funcionários.

Já outro trabalhador demitido, Omar Miranda, um motorista de trator natural de Honduras, disse ao Post que a vinícola “não tomou a decisão no verão porque precisava muito deles”.

Nos últimos meses, indocumentados que trabalharam nas empresas de Trump relataram o relacionamento deles com o Presidente Donald Trump, que tem repetidamente depreciado os latinos e fez das diretrizes rígidas na imigração a marca registrada de seu governo. Em janeiro, os trabalhadores se encontraram com membros do Congresso para pedirem proteção e 2 deles estiveram presente no discurso presidencial, em fevereiro, como convidados de legisladores democratas.

 

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