Vizinhos reclamam de casa de shows onde brasileiro morreu atropelado

Foto29 Woodvald Garcia de Souza Vizinhos reclamam de casa de shows onde brasileiro morreu atropelado
Woodvald Garcia de Souza morreu atropelado quando atravessou a rodovia em frente à casa de shows, em outubro de 2017
Foto29 Newark Waterfront Center 1024x752 Vizinhos reclamam de casa de shows onde brasileiro morreu atropelado
O Newark Waterfront Center (detalhe) fica localizado na movimentada rodovia McCarter Highway

Moradores e comerciantes alegam que pessoas alcoolizadas deixam o local às 2 horas da madrugada num trecho movimentado da McCarter Highway

Eventos recentes realizados no Newark Waterfront Center têm incomodado estabelecimentos comerciais e moradores nos conjuntos residenciais de luxo na outra margem do rio Passaic. Eles alegam que pessoas alcoolizadas deixam o local às 2 horas da madrugada num trecho movimentado da rodovia McCarter Highway. Eles congestionam o trânsito, deixando rastros de comida, latas, vidros quebrados e vandalismo no caminho. Os comerciantes locais alegam que temem os finais de semana durante o verão.
Entretanto, o problema não se limita a região central da cidade. Ele se estende ao outro lado do rio Passaic, em Harrison, onde os moradores dos condomínios de luxo estão tão aborrecidos com a vibração do som nas madrugadas que muitos até dormem em quartos de hotéis nas noites de show. Alguns deles dirigem por várias horas para que os filhos possam dormir nos carros.
“Nós queremos nos livrar deles”, disse Gary Singh ao NJ.com, frentista de um posto de gasolina ao lado da casa de shows. “Deveria haver limite. Nós somos bons vizinhos, mas se você fizer coisas que fazem os outros sofrer não faz sentido”.

. Atropelamento fatal:

Esse sofrimento foi marcado por um incidente trágico em outubro do ano passado. O brasileiro Woodvald Garcia de Souza morreu atropelado quando atravessou a rodovia em frente à casa de shows. O incidente ocorreu à 1:00 da madrugada quando o ele atravessava a McCarter Highway, também conhecida como Rota 21, quando uma SUV Blazer Chevrolet de cor bege avançou a mudança de cor do sinal de vermelho para verde e atingiu em cheio a vítima, detalhou Tiago Rocha, conhecido de Souza e que havia ido ao espetáculo com ele. Os dois retornavam para casa juntos depois de assistir ao show do cantor Wesley Safadão e Woodvald atravessava a rodovia em direção ao veículo de Tiago, que havia ficado para trás para se despedir de outros amigos.
O veículo que atropelou o brasileiro não parou e, segundo as autoridades, a polícia não descobriu suspeitos no caso. A morte trágica do brasileiro levantou mais questões sobre como, apesar de todos os problemas, os espetáculos continuam. A NJ Advance Media investigou o Newark Waterfront Center e descobriu uma brecha nas leis estaduais que monitoram a venda de álcool. O local não possui licença para a venda de álcool, portanto, utiliza repetidamente permissões individuais para servir bebidas alcóolicas. Essa prática tem permitido que o local não gaste milhares de dólares na aquisição de uma licença permanente, entretanto, segundo as autoridades, isso expõe milhares de pessoas ao perigo.

. Cancelamento de show:

Em setembro do ano passado, o Departamento de Segurança Pública cancelou no local um show marcado para o dia do Halloween. Anthony Ambrose, diretor de segurança, informou que o órgão público vem investigando o local desde a morte do brasileiro. “Sem sobra de dúvidas, isso foi um caso de perigo à segurança pública”, disse ele.
Os promotores de eventos, muitos deles brasileiros radicados nos EUA, pagam entre US$ 10 mil e US$ 15 mil pelo aluguel do espaço, disse um deles ao NJ.com, Clerio Braga, da B Shows Entertainment, que no sábado (24) realizará uma festa rave em outro local, no bairro do Ironbound. Clerio, que foi o promotor do fatídico show de Wesley Safadão que teria ao seu final a morte de Woodvald Garcia de Souza, tem sido muito criticado pelas pessoas da comunidades, inconformadas com o seu modo de trabalhar em seus espetáculos. As autoridades locais estão atentas.

. Moradores e comerciantes revoltados:

Os moradores nas imediações do Newark Waterfront Center disseram que os espetáculos no local acontecem desde 2015, mas que o verão de 2017 foi o pior. “A música e o barulho começam à noite e continuam depois da 1 da madrugada”, disse o comunicado emitido pelo Board of Trustees at Riverpark at Harrison, acrescentando que exceder o nível máximo de som permitido é “inaceitável”.
“Nós temos que administrar a qualidade de vida e lidar com a violência, pois, antes que você perceba, as coisas pequenas se tornam coisas grandes se não forem resolvidas”, disse Ambrose. “Para ser muito; bastante sincero com você, se você não pode fazer isso nos subúrbios, então, por que eles podem fazer isso em Newark?”

 

Related posts

Comentários

Send this to a friend