Você vai trabalhar?
EUA terá “Quinta-feira Sem Imigrantes”

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Aviso do protesto “Um Dia Sem Imigrantes” (detalhe) que tem circulado nas redes sociais, particularmente no Facebook

Nas comunidades brasileiras, a divulgação do boicote de quinta-feira (16) está sendo feita principalmente através de páginas no Facebook 

Na quinta-feira (16), Colin McDonough estará trabalhando na cozinha de seu restaurante enquanto quase toda a sua equipe estará de folga. Ele disse que, para manter o estabelecimento aberto, ele e o sócio prepararão hamburgers e farão “chicken wings”, limitando o cardápio aos itens básicos que se sentem seguros em cozinhar.

A maioria da equipe do restaurante McDonough’s Boundary Stone no bairro de Bloomingdale, em Washington-DC, é formada por imigrantes que entrarão em greve na quinta-feira (16), como parte do protesto batizado de “Dia Nacional Sem Imigrantes”.

“Será um cardápio muito limitado porque não teremos as pessoas talentosas que normalmente trabalham aqui”, disse Colin, que pagará o salário dos funcionários que aderirem ao boicote. “Nós simplesmente nos reunimos e decidimos como um time que seria uma boa ideia da nossa parte dar folga à nossa equipe para que ela pudesse fazer com que sua voz fosse ouvida”.

Imigrantes na capital americana e por todo o país planejam do “Dia Nacional Sem Imigrantes”, em resposta às promessas do Presidente Donald Trump de combater os imigrantes indocumentados, o uso de um sistema rigoroso de seleção para entrar nos EUA e a construção de um muro ao longo de toda a fronteira com o México. O protesto está sendo organizado através das redes sociais e visa mostrar ao presidente atual o impacto que os imigrantes têm no cotidiano do país. O boicote pede aos imigrantes que não trabalhem, abram seus estabelecimentos comerciais, gastem dinheiro e não enviem os filhos à escola. Em 2010, a região metropolitana de Washington-DC possui a 7ª maior população de imigrantes, com 21.8% de sua população nascida no exterior, conforme pesquisa realizada pela Brookings Institution.

Pelo menos uma escola charter não abrirá em Washington-DC, a LAMB Public Charter School, que fechará na quinta-feira (16) porque seu quadro de funcionários e alunos estarão participando do protesto. Alguns jardins de infância fecharão ou funcionarão em horário reduzido porque seus funcionários estarão em greve. O jardim de infância Jubilee JumpStart, em Adams Morgan, abrirá meia hora mais tarde de manhã e fechará 1 hora mais cedo, pois 50% de sua equipe de ensino estará boicotando.

Dee Dee Parker Wright, diretora executiva do Jubilee JumpStart, detalhou que esses funcionários serão pagos, mesmo não trabalhando na quinta-feira. Ela estará concedendo aos funcionários que trabalham em meio período a oportunidade de ocupar a vaga daqueles que faltarem no dia.

“Nós não temos muita escolha porque os nossos colegas recebem pelas horas não trabalhadas e temos que honrar isso”, disse Wright. “Parte da nossa missão é que temos raízes na comunidade, então, sabemos que a nossa equipe vem da comunidade, portanto, tentamos apoiar a todos naquilo que é certo e justo”.

Tirando proveito da internet, ativistas brasileiros nos EUA divulgam o protesto “Quinta-feira Sem Imigrantes” através das redes sociais.

 

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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