Xerife que apoiava política migratória de Trump perde eleição

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“Eu sempre digo a todos, você nunca se deparará com esse programa a menos que você seja preso e acusado de um crime”, disse Carmichael

Irwin Carmichael, da Carolina do Norte, ficou em 3º lugar nas primárias, com apenas 20% dos votos

Semana passada, os eleitores no Condado de Mecklenburg na Carolina do Norte, a maior jurisdição no estado, tiraram do cargo, durante as eleições primárias, numa disputa que se tornou referendo sobre a política de deportação da administração Trump. O Xerife Irwin Carmichael apoiou o polêmico programa conhecido como 287(g), o qual os policiais atuam em conjunto com os agentes do Departamento de Imigração (ICE) para deter e deportar imigrantes indocumentados presos por cometerem crimes.

Carmichael defendeu a participação do seu condado no programa, ignorando criticas de que o 287(g) “estava despedaçando famílias”.

“Eu sempre digo a todos, você nunca se deparará com esse programa a menos que você seja preso e acusado de um crime”, disse ele.

Irwin ficou em 3º lugar nas primárias, com apenas 20% dos votos, um resultado que ele culpou “influências externas” e o impasse migratório. A American Civil Liberties Union (ACLU), entre outros grupos de ativistas, investiram US$ 175 mil na disputa eleitoral no esforço de usar as eleições primárias como modelo de como resistir o combate à imigração travado pelo Presidente Donald Trump.

“Carmichael não deveria ficar surpreso”, disse Lorella Praeli, diretora da ACLU. “Ele escolheu facilitar a força de deportação do Trump. Xerifes de todas as partes do país; prestem atenção nisso”.

Não haviam candidatos republicanos na disputa eleitoral, então, Garry McFadden, um detetive de homicídios aposentado que também foi elogiado pelo Presidente Barack Obama, é agora o xerife eleito do condado, com mais de 52% dos votos.

Há muito tempo, Trump tem criticado as “cidades santuário”, ou seja, jurisdições que não cooperam com as autoridades migratórias; que em abril focalizou na Califórnia devido à aprovação de  leis que desafiam o governo federal.

Trump disse que havia “uma espécie de revolução acontecendo na Califórnia”, pois alguns moradores não concordam com as políticas migratórias do estado. Previamente, Trump agradeceu o Condado de Orange por resistir às leis estaduais e juntar-se à ação judicial da administração Trump contra a Califórnia.

 

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