Dinheiro

mitos 858x1024 DinheiroDinheiro é uma das pragas da civilização. Antigamente havia o escambo — o famoso toma lá da cá — e a coisa funcionava razoavelmente bem. O dinheiro cria uma falsa ilusão de felicidade. Você acha que pode tudo. Não é verdade. Você pode apenas as coisas boas. Para poder realmente tudo é preciso mais do que dinheiro. É preciso muito dinheiro. A coisa não tem fim.

A invenção do papel-moeda mudou os valores da humanidade.

Um amigo abre a carteira na sua frente e você fi ca humilhado. Você olha o contracheque do seu colega e se dá conta de que não estão sabendo reconhecer o seu talento. Isso gera inveja, raiva, ódio, rancor e, no fim da cadeia de sentimentos perniciosos, os mísseis de longo alcance.

Não é fácil dimensionar o valor de um ser humano. Uma coisa é quanto vale, outra coisa é quanto custa. Em busca do equilíbrio orçamentário

“fazemos qualquer negócio”. Tem gente que vende o próprio corpo, como as prostitutas, e tem esses caras que negociam um rim no mercado paralelo de órgãos.

O mundo evoluiu de forma tão complexa que o dinheiro não está mais conseguindo servir de parâmetro. O maior exemplo disso é a quebradeira dos bancos americanos, levando de arrasto todo mundo.

Inclusive eu, que estava quieto, sentado na varanda, tomando um suco de laranja.

Para resolvermos esse problema, minha sugestão é recolher todo o dinheiro em circulação. Reais, dólares, euros, yens… Assim, voltamos ao estado primitivo de relação comercial e, a partir daí, que Deus tenha piedade de nós. Em relação ao dinheiro recolhido, não se preocupe.

Vamos depositar tudo em um lugar confi ável, para que haja transparência no processo. Para isso, criei uma entidade sem fi ns lucrativos, que vai encaminhar os recursos para obras de caridade. Depois eu passo o número da conta-corrente.

Lembro que, certa vez, comentei com minha filha a dificuldade de se pagar as contas e ela disparou: “Não tem dinheiro? Paga com cartão.”

Segui sua sugestão e hoje em dia não uso mais dinheiro. Só uso esses cartões de plástico que, por incrível que pareça, o pessoal das lojas aceita como forma de pagamento. É uma boa ideia. Eles são até mais consistentes que o papel-moeda. E se precisar, dá pra lavar. Minha mãe não vai mais me aborrecer com aquela conversa de que “dinheiro é coisa suja”.

Se bem que tem gente que lava dinheiro, mas eu não sei explicar o processo.

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