Previdência Messiânica

12 Previdência MessiânicaMessias, o bam-bam-bam do Brazil, dá tratos à bola para que nossos idosos encontrem travas cada vez maiores para passarem da categoria de filiados à de beneficiários da Previdência. “Tem que dar um jeito de acabar com  metade disso daí, tá ok? Como a gente diz no Exército e no Tiro de Guerra, é excesso de contingente. É muito velho coçando e enchendo a paciência dentro de casa. Por outro lado, tem pouco moleque pegando no cabo da enxada e contribuindo com o sistema. O pulo do gato, no tocante a isso daí, é triturar a velharada na máquina de moer carne, trabalhando até os 90, pra bater a caçuleta com 91, no máximo. Sem dó. Aí sim. Custo-benefício otimizado. Ou missão cumprida, como se fala na caserna. Foi o que eu disse ainda ontem pro Gueldes. Olha, Gueldes, tem que dar um jeito nesse negócio aí, no tocante a essa problemática aí a gente precisa tomar uma providência. Ou uma previdência, positivo?”.

Comenta-se que algumas alternativas estão em discussão junto ao pessoal mais chegado a Messias. A ideia é promover uma espécie de “senilicídio” em várias frentes, que incluiria crueldades como a distribuição de lotes com validade vencida de vacina para gripe, bengalas e muletas com defeito de fabricação, cursos de rapel para a terceira idade e excursões para a Faixa de Gaza.

Aos brados, Messias prossegue: “O Gueldes, como os senhores bem sabem, é Pactual e fez um pacto comigo: “Tamo junto, Bolso!”. Eu respondi: É Jesuis na goiabeira, Paulão! Damires forever, né não? O povo parece que não entende, ou se faz de desentendido. Quer que eu desenhe ou fale em libras? Vamos celebrar com orgulho verde-amarelo, com a mão no peito e o hino na ponta da língua, a nova previdência aprovadinha pelo Congresso na Semana da Pátria. Ou não me chamo Messias. Ou o meu menino do meio, o Dudu hamburgueiro, não será meu homem de confiança nos Estados Unidos do Donald.

Quanto ao espantoso aumento dos críticos e dos desencantados em relação à administração messiânica, ele rebate: “Bom, devo dizer que, primeiramente, sou o Messias e não o Bessias – aquele que levou papelzinho a mando da Dilma pra livrar a pele do Nove Dedos. E Messias, segundo a bancada da Bíblia, significa ungido, predestinado, o redentor prometido. Olha a moral e a responsa, meu amigo! É por isso que, no meu governo, a prioridade ficará sempre no tocante às coisas prioritárias, como a não obrigatoriedade das cadeirinhas de criança nos carros, o fim do horário de verão e das tomadas de 3 pinos, o aumento de pontos pra cassação da CNH, a abertura do mercado argentino para o abacate brasileiro, os quinhentão do FGTS e mais uma heroica tropa de medidas, que estão aqui pipocando na minha cachola e que irei desovando aos poucos nos próximos quatro anos”.

Esta é uma obra de ficção.

 

 

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