Quatro Pitacos Sem Profundidade

Já era, Dunga

Não sou vidente, mas quero crer que a intenção de Dunga era faturar o penta no comando da seleção brasileira e, bem ao seu estilo, entregar o bone na chegada vitoriosa ao Brasil.

O que me leva a pensar assim é o fato de que Dunga ameaçou se demitir, caso fosse obrigado a conceder uma entrevista exclusiva à tv Globo, naquele episódio que é do conhecimento de todos.

Dunga foi claro ao dizer que entregaria o cargo, caso obrigado a liberar seus jogadores para entrevistas, e que quem mandava na seleção era ele.

Não nos iludamos. Mesmo se vencesse a copa, Dunga era carta fora do baralho.

Sua arrogância e despreparo no trato com a Imprensa – parte das funções do trabalho de um treinador de futebol – o desqualificavam para a função.

Nunca fui fã do futebol praticado por seus pupilos. Sua truculência no trato com as pessoas não pode ser confundida com franqueza.

Já vai tarde, Dunga!

Substitutos

Ricardo Teixeira está temeroso de que seu favorito para substituir Dunga, Luís Felipe Scolari, venha a sofrer rejeição por parte da torcida.

Comprometido com o Palmeiras, Felipão só poderia assumir a função em tempo integral ao final do campeonato brasileiro.

Ainda muito cedo neste processo, ganham força os nomes de Muricy Ramalho e Mano Menezes.

Tanto um quanto o outro não são, exatamente, unimidades, e Teixeira enfrentaria o mesmo problema.

Vanderley Luxemburgo já teve sua chance no passado e Ricardo Teixeira teme que, uma nova investida nele, possa lhe causar problemas futuros.

Lembrem-se: graças à ligação com Luxemburgo, Teixeira quase teve que renunciar à presidência da CBF, chegando mesmo a ir a Brasília depor numa CPI.

Engraçado foi ver Joel Santana se oferecer para o cargo. E o humilde Dorival Júnior dar entrevista excluindo seu nome da lista de prováveis.

Se nenhum nome outro agradar, não seria o caso de se trazer um nome de fora?

Ou sera que os brasileiros não aceitariam um grande treinador estrangeiro co commando do escrete canarinho?

Maradona

Com excessão dos argentinos, ninguem ficou com pena pela desclassificação do time comandado por Maradona diante. E com direito a uma retumbante goleada alemã.

Pior do que ter que engolir a conquista do título de nossos arqui-rivais, ainda teríamos que nos expôr à uma espécie de visão do inferno.

Maradona havia anunciado que tiraria a roupa no obelisco de Buenos Aires, e comemoria a possível vitória como veio ao mundo.

Conhecedores do jeito Maradona de ser, não tenhamos dúvida de que ele seria capaz de cumprir sua promessa.

Laranja moderna

Após ter brilhado em algumas edições da Copa do Mundo sem lograr conquistá-la, parece que a seleção holandesa vive um novo momento.

Modernizada, a seleção que no passado ficou conhecida como Laranja Mecânica, chega à final da copa cheia de moral.

Em tempos de internet, twitter, facebook e afins, estaremos diante da Laranja Eletrônica?

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