Brazilian Voice Newspaper: David Goldman espera resultado favorável da justiça brasileira David Goldman espera resultado favorável da justiça brasileira ================================================================================ Leonardo Ferreira on 01/07/2009 12:23:00 Recentemente, um juiz federal no Brasil determinou que Sean, filho de David Goldman, residente em Tinton Falls, New Jersey, permaneça com seu padrasto brasileiro até que uma decisão final seja tomada sobre o impasse. A disputa internacional pela custódia já dura 5 anos, segundo o NJ.Com. A determinação reverteu uma decisão anterior que permitia a Goldman a custódia de seu filho durante 6 dias da semana todas as vezes que ele visitasse Sean, de 9 anos, no Brasil. “Não poder fazer nada está me matando”, desabafou Goldman, entretanto, acrescentou que seu advogado está trabalhando em um “próximo passo” e que ele tenta manter as esperanças. Goldman perdeu seu filho em 16 de junho de 2004, quando na ocasião deixou sua ex-esposa, Bruna Bianchi, seus sogros e filho, no Aeroporto Internacional de Newark, New Jersey. “Foram beijos, abraços e nós te amamos”, recordou David, referindo-se às despedidas. Semanas depois, ele recebeu um telefonema de Bruna comunicando-lhe que ficaria de vez no Brasil e acrescentando, “você é um rapaz maravilhoso e um pai fantástico, mas se você quiser ver o Sean novamente, você terá que descer até aqui”, segundo ele. Bianchi casou-se posteriormente com o advogado brasileiro João Paulo Lins e Silva e morreu durante o parto da filha do casal. Desde então, David iniciou uma batalha judicial no Brasil a qual ele próprio considera notória, pois ainda não conseguiu a custódia de seu filho. “O Brasil nunca retornou uma criança conforme determina a Convenção da Haia”, disse ele. A Convenção de Haia é uma lei internacional que exige o retorno de uma criança à sua “residência habitual”, depois de tirada do país sem o consentimento legal de um dos guardiões. Conforme Goldman, três Cortes brasileiras já decidiram a seu favor, entretanto, Lins e Silva tem lutado duramente pela custódia do menino. “Todos eles (juízes) disseram que ele precisa estar comigo imediatamente”, disse Goldman. Lins e Silva disse que divulgaria uma análise psicológica de Sean Goldman indicando que o menor prefere ficar no Brasil, mas David duvida da fidelidade do exame e alega que uma análise determinada pela Corte indicou claramente que o menor pertence a New Jersey. “São quarenta e poucas páginas preenchidas por especialistas brasileiros em saúde mental”, disse Goldman. “O resultado da análise do ambiente vivido por Sean é que ele tem sido abusado mentalmente e psicologicamente”. Segundo Goldman, as famílias Lins e Silva e Bianchi estão fazendo uma “lavagem cerebral” em seu filho e que, provavelmente, já ocorreram prejuízos psicológicos que ainda não foram revelados. “Eles têm dito a ele que eu o abandonei, que eu não o amo”, disse David. No início dessa semana, a avó materna do menino, Silvana Bianchi, disse durante o programa “The Early Show” exibido pelo canal de TV CBS que seu neto não quer deixá-los. “Sean quer ficar no Brasil com a família”, disse ela numa entrevista ao vivo de New York. “É muito duro para ele se separar de sua irmã”. Entretanto, David negou tal declaração, alegando que quando teve a oportunidade de falar com seu filho, ele o implorou para ser levado para casa. Os dois encontraram-se no início de junho em condições bastante restritas. “Quando finalmente pude visitá-lo, ficamos confinados em uma área de um condomínio”, disse Goldman, acrescentando que alguém estava próximo monitorando-os e que essa pessoa gravou toda a conversa. “Meu filho deixou o local chorando, gritando, sentindo a minha falta”, disse ele. Apesar da aparente “perda” provocada pela decisão dessa semana, Goldman disse que há formas de interpretá-la como algo positivo. Ele espera que a intenção da Corte seja em apressar quem terá a custódia oficial da criança. Enquanto isso, Goldman tem recebido o apoio de vários legisladores, entre eles o representante Chris Smith (R-14th Dist.), que viajou várias vezes ao Brasil com David. “Ele é uma pessoa maravilhosa”, disse Goldman, que pediu ao Governo para agir de forma mais energética. Ele acrescentou que Smith está pressionando para que o Brasil seja removido de uma lista formada por países que gozam de um certo “status especial” junto aos EUA. Em março, o Senado de New Jersey pediu ao governo brasileiro que retornasse Sean ao pai. A resolução do Senado foi seguida de apelos feitos pelo Presidente Barack Obama, a secretária de Estado Hillary Clinton e a Casa dos Representantes. “Esse Senado quer enviar uma mensagem à nossa liderança, ao presidente, que conversou com o líder brasileiro justamente no último final de semana, à nossa secretária de Estado e a todos aqueles do Estado e na área diplomática nesse país e no Brasil: Queremos que eles façam tudo, tudo humanamente possível para corrigir essa injustiça”, disse o Senador Joseph Kyrillos (R-Monmouth), em março desse ano. “Estou lutando por meu filho, entretanto, gostaria de dizer que existem mais de 70 crianças norte-americanas no Brasil”, disse Goldman. David tem recebido inúmeras cartas e e-mails de apoio e demonstra gratidão por isso. “Espero que isso termine logo e sou muitíssimo grato por cada carta de apoio enviada a mim”, disse ele. Ainda não está claro quando o Brasil tomará a decisão final sobre o caso, entretanto o drama vivido por David Goldman somente terminará se a decisão for tomada em seu favor. “Há somente uma resposta e ela é trazer Sean para casa”, concluiu Goldman.