Brazilian Voice Newspaper: Republicanos priorizam trabalhadores temporários no debate migratório Republicanos priorizam trabalhadores temporários no debate migratório ================================================================================ Leonardo Ferreira on 01/07/2009 12:25:00 Na última quinta-feira, 25 de junho, o Presidente Barack Obama disse a um grupo bipartidário de legisladores que o Congresso deveria começar a debater um plano migratório amplo até o final desse ano ou início de 2010. Entretanto, republicanos disseram que somente apoiariam a proposta se ela incluir uma expansão do programa de trabalhadores temporários. Liderando o pedido estava o Senador John McCain do Arizona, que disse a Obama que ele deveria encarar os obstáculos políticos e defender os sindicatos que se opõem à idéia. O Presidente elogiou McCain por pagar “um significante preço político por fazer a coisa certa”, segundo o The New York Times. No salão de jantar estadual, Obama encontrou-se com cerca de 30 legisladores durante a primeira discussão substancial sobre imigração desde que ele assumiu o cargo em janeiro de 2009. Ele nomeou um grupo para trabalhar junto ao Congresso que será liderado pela secretária de segurança interna, Janet Napolitano, ex-governadora do Arizona. “Acho que a população norte-americana está pronta para fazermos isso”, disse Obama. “Mas exigirá algum esforço. Exigirá a vitória da praticidade, senso-comum e uma boa política que supere políticas de curto prazo”. A última vez que o Congresso considerou uma reforma migratória ampla, em 2007, representantes democratas e alguns republicanos pressionaram para um acordo em três partes que essencialmente concederia o status legal a milhões de trabalhadores que vivem ilegalmente nos EUA, o fortalecimento das leis migratórias e a expansão do programa de trabalhadores temporários. Em abril, os dois maiores sindicatos da nação, a A.F.L – C.I.O e sua rival, Change to Win, uniram-se para apoiar o plano, mas disseram que se oporiam em dar aos empregadores mais poder em trazer trabalhadores estrangeiros. O acordo levou a grupos empresariais, um ponto de apoio forte dos republicanos, a deixar a coalizão. McCain disse a repórteres em frente à Casa Branca na última quinta-feira (25), que a reforma migratória ampla possui uma certa urgência em virtude da violência ao longo da fronteira mexicana. Mas ele frisou que um programa de trabalhadores temporários deve fazer parte de qualquer projeto migratório. “Espero que o presidente dos Estados Unidos utilize sua influência junto aos sindicatos com o objetivo de mudar suas posições”, disse McCain ao sair da Casa Branca. Ele acrescentou que Obama deve demonstrar liderança dizendo, “é por isso que ele foi eleito presidente”. Obama não fez nenhuma promessa durante o encontro, disseram representantes da administração, mas frisou que todas as opções estão disponíveis, incluindo um programa de trabalhadores temporários. O chefe da Casa Branca, Rahm Emanuel, disse a repórteres na manhã de quinta-feira (25) que não havia apoio suficiente para uma proposta migratória esse ano. “Caso os votos estivessem lá”, disse Emanuel. “Você não precisaria ter esse tipo de encontro”.