4 brasileiros são presos por clonagem de cartões de crédito

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4 brasileiros são presos por clonagem de cartões de crédito
Foto12 Diego M 830x1024 4 brasileiros são presos por clonagem de cartões de crédito
Diego M. da Costa, de 31 anos
Foto12 Leonardo W 908x1024 4 brasileiros são presos por clonagem de cartões de crédito
Leonardo W. Targino, de 19 anos
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Sandro L. Trancoso da Silva, de 40 anos
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Ricardo C. de Andrade, de 38 anos

Ricardo C. de Andrade, Sandro L. Trancoso da Silva, Diego M. da Costa e Leonardo W. Targino portavam mais de 400 cartões de créditos falsos

Uma investigação policial secreta sobre uma possível rede de traficantes de drogas em Butler Twp., Ohio, resultou na prisão de 4 brasileiros. Eles são acusados da posse de um equipamento sofisticado de clonagem de cartões de débito bancário (ATM) e mais de 400 cartões de crédito falsos, conforme a ação judicial apresentada na Corte Distrital de Dayton. As informações são do jornal Dayton Daily News.

Os réus Ricardo C. de Andrade, de 38 anos, Sandro L. Trancoso da Silva, de 40 anos, Diego M. da Costa, de 31 anos, e Leonardo W. Targino, de 19 anos foram presos na quinta-feira, 25 de janeiro, por agentes do Departamento de Polícia de Butler Twp e autuados na Penitenciária do Condado de Montgomery. Os quatro compareceram na segunda-feira, 29 de janeiro, perante a Juíza Sharon Ovington, que agendou a audiência para quinta-feira (1) e a preliminar para segunda-feira (12).

Kevin Dye, agente responsável pelo Serviço Secreto na cidade de Dayton, agradeceu a colaboração da Montgomery County Bulk Smugling Task Force e o Departamento de Polícia de Butler Twp na investigação.

“O Serviço Secreto atua agressivamente contra os suspeitos de causam danos às instituições financeiras, negócios e clientes utilizando cartões falsos ou roubando informações de contas bancárias nos caixas eletrônicos (ATM) de vítimas que sequer suspeitam”, disse Dye. “Essa investigação destaca a coordenação importante entre as autoridades de segurança na região de Dayton com a prisão de suspeitos de cometerem esses tipos de crimes”.

O relatório escrito pela agente especial do Serviço Secreto, Jennifer Tron, detalhou que um agente da força-tarefa contatou o Serviço Secreto em 25 de janeiro, quando eles vigiavam um veículo Nissan Armada com placa da Flórida na região de Miller Lane. Leonardo foi visto utilizando um cartão de crédito para pagar US$ 50 de gasolina e outro do muitos que portava em um caixa eletrônico. Um veículo Chevy Tahoe parou no mesmo posto de gasolina e ambos os carros seguiram para o restaurante Outback Steak House, segundo o documento.

A polícia verificou no computador que o Nissan Armada foi alugado por Felipe Mello em Chicago, Illinois, e que havia um aviso de “alerta” postado pela Polícia Estadual de Nova York de que o brasileiro era procurado para ser interrogado sobre possíveis compras pagas com cartões de crédito fraudulentos. Após ser preso, Costa disse que vivia legalmente nos EUA, pois era residente permanente desde 2006, enquanto Targino ultrapassou a permanência do visto de turista. Os documentos no tribunal detalharam que Silva e Andrade entraram nos EUA portando vistos B-1 e B-2 em dezembro de 2017.

A acusação atesta que Costa, Targino e a namorada do jovem, de 17 anos, viajaram para Nova York na véspera do Ano Novo, depois para Buffalo e Cleveland, onde eles se encontraram com os outros dois brasileiros. Todos os 5 foram para Chicago e ficaram em Dayton a caminho de Fort Lauderdale (FL). Dois dos réus admitiram que os cartões falsos foram usados na compra de equipamentos eletrônicos como iPhones, laptops, óculos de realidade virtual, cigarros eletrônicos e roupas, segundo os documentos apresentados no tribunal. Os eletrônicos foram enviados à Flórida para um endereço específico, escreveu Tron. Agentes do Serviço Secreto acrescentaram que 3 laptops, câmeras e um codificador de tarjas de cartões de crédito são indicativos de “esquema de caixas eletrônicos”.

Os réus falaram pouco e todos utilizaram um intérprete do português, exceto Costa que disse ser cidadão americano e falar inglês, durante a primeira audiência. O promotor público federal assistente, Dwight Keller informou que todos os 4 brasileiros enfrentam penas máximas de 12.5 anos de prisão e US$ 500 mil de multas por conspiração e posse de equipamentos de clonagem.

Em 18 de janeiro, os também brasileiros Felipe Trovo Pena, de 27 anos, e Antônio Pedro de Oliveira Neto, de 26 anos, foram acusados no Distrito Norte de Ohio de clonagem de cartões de crédito e posse de 250 cartões falsos e quase US$ 140 mil em dinheiro. No caso, os promotores públicos detalharam que ambos usaram outros nomes para alugar veículos. O Serviço secreto não informou se os casos estão relacionados.

 

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