Acusados de estelionato, irmãos brasileiros serão entregues ao ICE

Foto20 Henrique Teixeira Mendes de Almeida e Gustavo Teixeira Mendes de Almeida Acusados de estelionato, irmãos brasileiros serão entregues ao ICE
Henrique e Gustavo foram autuados e enviados à Penitenciária do Condado de New Hanover, sob a fiança de US$ 125 mil cada (Foto: WPD)

Henrique Teixeira Mendes de Almeida e Gustavo Teixeira Mendes de Almeida foram detidos numa filial da Belk em Mayfare, na Carolina do Norte

Aparentemente, os problemas estão somente começando para os irmãos Henrique Teixeira Mendes de Almeida e Gustavo Teixeira Mendes de Almeida. Ambos são acusados de montar um esquema que utilizava cartões magnéticos clonados para fazer compras nas filiais da loja de departamento Belks na Carolina do Norte. Posteriormente, as mercadorias eram enviadas à Flórida e vendidas online no mercado negro. Após serem julgados pela justiça americana, os brasileiros serão transferidos para a custódia do Departamento de Imigração (ICE).

. Entenda o caso:

Agentes do Departamento de Polícia de Wilmington (WPD) prenderam os irmãos Henrique Teixeira Mendes de Almeida, de 29 anos, e Gustavo Teixeira Mendes de Almeida, de 34 anos, ambos residentes na Flórida. Os brasileiros são acusados de montar um esquema internacional que visava fraudar a rede de lojas de departamentos Belk, com sede na Carolina do Norte. As informações são do canal de TV local WECT News 6.

Eles foram detidos em 18 de dezembro e acusados 21 vezes de fraudar equipamentos eletrônicos e 1 vez por obter propriedade alheia através de fraude.   Conforme representantes do WPD, um agente especializado na prevenção de prejuízos, na filial da Belk no Independence Mall, contatou o serviço de emergências 911, após ter reconhecido os irmãos através de um comunicado que circulou nas filiais da loja de departamentos. Tal comunicado alertava sobre os dois indivíduos e os agentes prenderam os dois suspeitos na filial da Belk em Mayfaire.

Enquanto vasculhavam o carro alugado pelos irmãos, os detetives encontraram 94 cartões de crédito, 102 cartões magnéticos de brindes da Belk valendo US$ 300 cada, dezenas de mercadorias da Belk, uma máquina de leitura de cartões, além de uma lista dos endereços das filiais da Belk na região sudeste. A lista continha o nomes de várias filiais já riscados, indicando que os brasileiros já haviam ido à essas lojas.

Henrique e Gustavo também portavam passaportes de diversos países e cédulas de identidade (ID) com informações e nomes diferentes. Um porta-voz do WPD que os irmãos chegaram aos EUA oriundos de Portugal.

As autoridades detalharam que, embora os cartões tivessem em nome deles, as tarjas magnéticas estavam relacionadas com informações roubadas de cartões bancários de diversas partes do mundo. Os brasileiros teriam usado essas informações roubadas para comprar cartões magnéticos de presente (gift cards) nas lojas da Belk e, então, utilizavam esses cartões para comprar mercadorias. Posteriormente, eles enviavam as mercadorias compradas a Coral Springs (FL), onde eles as vendiam no mercado negro internacional.

Henrique e Gustavo foram autuados e enviados à Penitenciária do Condado de New Hanover, sob a fiança de US$ 125 mil cada.

O WPD informou que o Serviço Secreto, FBI, ICE, Departamento de Polícia de Charlotte-Mcklenburg e o Departamento de Polícia de Coral Springs ajudaram na investigação.

 

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