Adolescente desaparecido em West Long Branch é localizado em NY

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Jhonathan Felipe desapareceu na noite de segunda-feira e só foi localizado dois dias depois

Teve um final feliz o episódio do desaparecimento do adolescente brasileiro Jhonathan Felipe De Oliveira Moraes, que saiu para colocar o lixo na rua em West Long Branch-NJ, na noite da última segunda-feira, e não voltou para casa..

A polícia de West Long Branch foi acionada após a constatação do desaparecimento, enquanto familiares e amigos da famílias buscaram nas redes sociais notícias que pudessem levar ao paradeiro de Jhonathan.

O pai do adolescente, Renato Moraes, que estava no Brasil resolvendo algumas questões familiares, retornou aos EUA para ajudar nas buscas do filho e falou com a reportagem do Brazilian Voice
A agonia teve fim na noite de quarta-feira (14), quando o adolescente foi localizado em Nova York. O pai foi buscá-lo, retornando para West Long Branch por volta de 10 PM.

Segundo Renato, Jhonathan Felipe estava bastante cansado, sujo e sem ter onde dormir, já que saiu de casa com apenas 20 dólares no bolso. No fim da tarde de ontem ele pediu ajuda a um policial nas proximidades da Penn Station, pondo fim a uma grande aflição que mobilizou toda a comunidade na cidade.

“A polícia entrou em contato com as autoridades em New Jersey e eu fui buscá-lo com três tios dele e um amigo da família. No distrito policial em que ele foi encaminhado, todos nós fomos ouvidos separadamente. Os policiais queriam ter a certeza de que não se tratava de um caso de abusos ou coisas desta natureza”, disse Renato, salientando que a polícia só libera o menor para a família depois de constatar que ele não sofria de abusos domésticos.

“Quando o Felipe me viu, correu chorando em minha direção e deu um grande abraço. Perguntei a ele o que tínhamos feito para que tomasse uma atitude como aquela e ele respondeu que nós não éramos os causadores de nada, e que ele apenas queria provar que conseguiria viver por conta própria no mundo. A gente sabe que não é bem assim. Ele é um menino de apenas 14 anos”, avaliou.

Renato contou que, na véspera de viajar para o Brasil, conversou com o filho.

“Disse a ele que, na minha ausência, ele seria o ‘homem da casa’, pedi que ajudasse a cuidar das irmãs mais novas. Disse que o amava e ele respondeu que me amava também. Sou um pai amoroso, mas também sou rígido, porque este é o papel de um pai”, disse.

Quando a reportagem ligou para Renato, o filho havia acabado de acordar após uma longa noite de sono e ainda não haviam conversado sobre as implicações de sua atitude tão inconsequente.

“O Felipe é um menino maravilhoso, que joga futebol, vai à igreja, toca violão e saxofone, adora música. Ficaremos mais atentos e o episódio servirá de exemplo para todas as famílias, porque pode estar havendo alguma influência externa de amigos, o que pode causar desvios de conduta”, analisou.

O adolescente chegou aos EUA aos 11 anos e vive com o pai Renato, a madrasta Quesia e duas irmãs. Ele acaba de concluir o ensino médio na Frank Antonides Middle School e iniciará os estudos de segundo grau no West Long Branch High School, já a partir de setembro.

 

 

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