Agente do ICE é condenado a 3 anos de prisão por extorsão

Foto1 Clifton Divers Agente do ICE é condenado a 3 anos de prisão por extorsão
Clifton Divers (foto) admitiu ter conspirado com o advogado Charles Busse, de Birmingham (Mich.), entre 2013 e 2015

Clifton Divers montou um esquema de recebimento de propina e extorsão de imigrantes que lutavam contra a deportação

Na segunda-feira (13), o agente do Departamento de Imigração (ICE), Clifton Divers, foi sentenciado a 3 anos de detenção  por organizar um esquema de recebimento de propina e extorsão envolvendo imigrantes que tentavam evitar a deportação. Em janeiro, ele havia assumido a culpa com relação às acusações e podia ser condenado a até 4 anos de prisão.

“Ninguém está acima da lei, particularmente agentes de segurança os quais depositamos a nossa confiança de que eles manterão os níveis mais altos de honestidade, integridade e profissionalismo”, disse o Promotor Público Federal Matthew Schneider durante o julgamento.

Divers admitiu ter conspirado com o advogado Charles Busse, de Birmingham (Mich.), entre 2013 e 2015, para obter suspensões em processos de deportação e outros benefícios migratórios para os clientes dele. O advogado está cumprindo 3 anos de prisão pelo envolvimento no esquema.

Por quantias altas de dinheiro, Busse montava arquivos mostrando que imigrantes naturais do Iraque, México e Albânia eram informantes à paisana em investigações federais. Essa condição os qualificava para o programa de deportação diferida. Divers usava o cargo de agente do ICE para garantir que o deferimento ocorresse.

Na sexta-feira (10), a Promotoria Pública enfatizou que Divers era fundamental para o sucesso de Busse. As autoridades destacaram o quanto estavam vulneráveis as pessoas que pagaram as propinas exigidas por eles. Conforme documentos apresentados no tribunal, Busse não “teria sido capaz de ganhar milhares de dólares se não fosse explorando a inexperiência, confiança e desespero de seus clientes e familiares das vítimas”.

Um relatório revelou que Busse recebeu US$ 990 mil de propina ao longo dos 6 anos que manteve o esquema. Durante esse período, os réus protegeram pelo menos 4 pessoas da deportação. Uma imigrante natural da Albânia ajudou a revelar os crimes cometidos pelos réus. Quando se tornou aparente em 2014 que ela seria deportada e que não havia mais bases legais para que permanecesse nos EUA, ela ajudou as autoridades federais, fingindo ser uma cliente para Busse. O advogado ofereceu à informante “uma forma” de evitar a deportação, culminando na prisão e detenção de Clifton e Charles.

 

Related posts

Comentários

Send this to a friend