Ativistas criam ONG de “Combate ao Assédio de Brasileiras no Exterior”

Foto23 Mulher assediada Ativistas criam ONG de “Combate ao Assédio de Brasileiras no Exterior”
A Cabe nasceu através desse grupo de brasileiros em Coimbra, Portugal, no qual foi denunciado um perfil “fake” que publicava fotos roubadas de brasileiras

O ponto principal abordado pela CABE é a vulnerabilidade da mulher brasileira no exterior

Através das redes sociais, a partir da iniciativa de Marcela Magalhães de Paula, da Embaixada do Brasil em Roma, dirigida e coordenada por Ana Paula Costa e Andressa Lopes, as duas estudantes da Universidade de Coimbra, surgiu a “Combate ao Assédio de Brasileiras no Exterior” (CABE). A ONG conta com o apoio de uma equipe de voluntários e da empresa de comunicação Gallus.

A Cabe nasceu através desse grupo de brasileiros em Coimbra, Portugal, no qual foi denunciado um perfil “fake” que publicava fotos roubadas de brasileiras.

“Unimos-nos para denunciar o perfil ‘fake’ com o objetivo de que saísse do ar, porém percebemos que foram expostos vários outros casos de assédio moral e sexual e não podíamos mais aceitar tal situação. Por não sabermos se os casos expostos eram isolados ou uma realidade, foi feito um questionário virtual nos grupos de brasileiros que estavam em diversos países para captar falas e acontecimentos de assédio que as mulheres haviam sofrido. A amostra não foi representativa no número de brasileiras espalhadas pelo mundo, porém nos chamou atenção pelos casos relatados. A partir de então idealizamos a campanha de conscientização #soubrasileiraSIMquerorespeito nas redes sociais, visto que foi através delas que tomamos conhecimento tantos casos de assédio, expondo essas frases para que outras brasileiras que tivessem passado pela mesma situação denunciassem e para chamar atenção para o problema”, relatou Marcela M. de Paula.

Assim tem crescido o CABE, com o engajamento de várias brasileiras espalhadas pelo mundo que não se conformam com a “coisificação” de seus corpos e não compactuam com nenhuma forma de discriminação e preconceito.

. Missão da CABE:

1) O ponto principal abordado pela CABE é a vulnerabilidade da mulher brasileira no exterior, chamando atenção para a violência e dificuldades que sofre. Não conceber os cidadãos dos países que as recebem como assediadores, uma vez que a) a violência contra mulher não é exclusiva de brasileiras, apesar do fato da mídia e da cultura brasileira exportar a sexualidade, o que contribui para o estereótipo dos corpos e b) a mulher brasileira pode ser assediada no exterior por brasileiros ou cidadãos do país em que esteja. O movimento é de brasileiras, pois elas despertaram para o problema, mas não limita a ajuda a outras mulheres.

2) Inclusão e diversidade: A ONG é aberta ao diálogo com todos, homens e mulheres, e acredita que opiniões contrárias são válidas, desde que respeitosas, que não defendam preconceitos, racismo, machismo, homofobia, transfobia e ódio.

3) Educação: É importante reunir os homens na problematização do assédio, fazendo-os repensar suas atitudes.

4) Igualdade e liberdade: A ONG acredita na liberdade e escolha da mulher, portanto, não havendo nenhuma justificação para qualquer tipo de assédio.

. Objetivos:

1) Conscientizar todos e todas que o assédio não é aceitável em nenhum ambiente.

2) Qualificação das autoridades policiais quando verificada uma situação de assédio moral ou sexual (tanto no flagrante, quanto na recepção e registro de denúncia).

3) Orientar mulheres assediadas à procurar as autoridades competentes dos países que estão a pedir ajuda.

4) Desconstruir estereótipo sobre a sexualidade e corpo da mulher brasileira através da seguinte estratégia: utilização das mídias sociais, qualidade e impacto social.

. Apoio às vítimas:

. Direcionando a tomar medidas sob a legislação cabível (direitos), em diversos países.

. Conselhos de prevenção.

. Como ajudar:

Compartilhar as publicações da CABE nas redes sociais e participando de trabalho voluntário. Siga nas redes sociais. Facebook: https://www.facebook.com/cabe.br/ Instagram: https://www.instagram.com/cabe.br/ (@cabe.br) #brasileiraSIMequerorespeito #CABE #brasileiras #assédio #denuncie #violenciacontramulher

Um dos casos abordados pela CABE pode ser conferido no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Id-veKEBgXE&feature=youtu.be

 

 

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