Brasileira culpada de matar o marido americano ouvirá a sentença na sexta (8)

Foto6 Claudia Hoerig  Brasileira culpada de matar o marido americano ouvirá a sentença na sexta (8)
Cláudia Hoerig olhou para frente o tempo todo enquanto o veredito era lido e somente chorou quando foi retirada rapidamente da sala de audiências

Em 2007, Cláudia Hoerig matou a tiros o marido nos EUA e fugiu para o Brasil

No final de janeiro, um grupo de jurados em Warren (Ohio) considerou Cláudia Hoerig, natural do Rio de Janeiro, culpada de homicídio com agravantes na morte do marido dela, o major Karl Hoerig, em março de 2007. Desde então, a família da vítima vinha lutando por justiça. Demorou pouco mais de 10 anos para levar a brasileira ao tribunal do Condado de Trumbull, entretanto, menos de 3 horas para os jurados considera-la culpada de homicídio.

Cláudia olhou para frente o tempo todo enquanto o veredito era lido e somente chorou quando foi retirada rapidamente da sala de audiências. O Juiz Andrew Logan cancelou a fiança da réu. A brasileira permanecerá na Penitenciária do Condado de Trumbull até o dia de ouvir a sentença, em 8 de fevereiro. Ela poderá ser condenada à prisão perpétua.

. Entenda o caso:

Durante o julgamento, Cláudia admitiu ter apertado o gatilho da arma e matado Karl, mas alegou que o crime não foi planejado. Os jurados discordaram do argumento e a consideraram culpada do homicídio, antes de ela ter fugido para o Brasil, onde ficou foragida durante pouco mais de uma década.

“Isso é emocionante”, disse Paul Hoerig, irmão de Karl. Este era o momento esperado há muito tempo pela família da vítima, mas eles acham que a missão ainda não foi cumprida. “A família está extremamente feliz com o veredito dos jurados, mas ainda não acabou até que a sentença seja ouvida”.

Os advogados de defesa de Cláudia não questionaram o assassinato, ao invés disso, eles alegaram que a brasileira “perdeu a paciência” devido aos comentários que Karl fez. Na quarta-feira (23), ela testemunhou que atirou no marido depois que ameaçou cometer suicídio. Ela disse que Karl não se importava e disse-lhe para que não sujasse de sangue os quadros na parede dele. A brasileira acrescentou que, antes disso, ela contou ao marido que estava grávida, mas ele não queria o bebê.

Entretanto, os promotores públicos rebateram a alegação da brasileira frisando que houve premeditação antes do crime. Eles citaram o fato de que Cláudia comprou uma pistola com visor a laser 2 dias antes do assassinato. Eles acrescentaram que ela fez uma remessa de quase US$ 10 mil antes de ter fugido ao Brasil. Cláudia alegou que a família dela  convenceu-a de fugir dos EUA ao invés de cometer suicídio.

Os jurados chegaram a um acordo no 8º dia do julgamento. Eles decidiram que a réu era culpada da acusação de homicídio. “Ela somente chorou quando falou sobre o pai dela”, disse Stephen Bistarkey, jurado nº 10. “Ela sequer parece se importar de ter matado Karl”.

Stephen relatou ter sido difícil ver a família da vítima no tribunal. “Isso foi muito triste para mim, ver a família sentada logo ali, observando eles chorarem e querendo justiça, e ela estava lutando contra uma coisa que ela fez. Ela era culpada disso”, disse ele.

 

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