Brasileira dá à luz em taxi a caminho do hospital em NY

Foto24 Felipe Malu Jaqueline e Megan Brasileira dá à luz em taxi a caminho do hospital em NY
O casal Felipe e Jaqueline Alves com as filhas Malu e Megan, ambas nascidas nos EUA

Jaqueline Alves entrou em trabalho de parto na esquina da 30th Street e 2nd Avenue, em Manhattan (NY)

O casal Felipe, de 33 anos, e Jaqueline Alves, de 30 anos, se conheceram quando ambos trabalhavam na Academia de Bombeiros no Recife (PE), onde ele trabalhava no setor de operações e ela na administração. O encontro ocorreu de forma inusitada, durante as aulas de dança ministradas na Academia. Em 2014, Felipe decidiu tentar a sorte nos Estados Unidos e no ano seguinte, 2015, Jaqueline, que participava de um trabalho missionário, se reuniu ao marido na Terra do Tio Sam.

Felipe é cozinheiro num restaurante em Manhattan (NY) e mora com a esposa e duas filhas no bairro do Ironbound, em Newark. A princípio, o prognóstico de ser pai não era animador para ele, pois um caso de varicocele havia diminuído a fertilidade dele para 5%, informaram-lhe os médicos ainda no Brasil. A doença é caracterizada pela dilatação das veias presentes dentro do escroto, ou seja, a bolsa de pele solta abaixo do pênis que detém os testículos. Essa condição também é conhecida como varizes do testículo ou varizes do escroto, pois a dilatação das veias é muito parecida com a que acontece nas pernas, no caso das famosas varizes. O problema pode provocar infertilidade no homem. A varicocele é mais comum na puberdade, mais exatamente em homens entre os 15 e os 25 anos, sendo a idade o único fator de risco que efetivamente contribui para o desenvolvimento do problema.

Assim que chegou aos EUA, Jaqueline descobriu que estava grávida da filha mais velha, Malu, de 2 anos. Em 2017, ela engravidou de Megan, agora com 3 meses de idade. Entretanto, assim como o encontro dos pais ocorreu de forma inusitada, o nascimento de Megan também seguiu o mesmo estilo: A criança não esperou e nasceu no interior de um taxi numa rua movimentada de Manhattan (NY), cercada de curiosos.

Segundo o casal, em entrevista à equipe de reportagem do BV, Jaqueline já havia completado os 9 meses de gravidez e, naquela semana, começou a sentir contrações com frequência. Ao consultar a obstetra, foi informada que esses tipos de contrações são normais quando se aproxima da hora do nascimento. Entretanto, na manhã de 24 de janeiro, as dores aumentaram, ocorreu sangramento e, então, ela e o marido decidiram ir ao hospital. Apesar de morar em Newark, assim como a primeira filha, Jaqueline fez todo o pré-natal no Hospital Bellevue, em Manhattan (NY), portanto, decidiu ter a segunda filha também lá.

Após pedirem um taxi através do aplicativo telefônico Lyft, o casal rumou para Nova York. No caminho, as contrações se tornaram mais intensas e o taxista tentava acelerar o carro o quanto podia. Por precaução, Felipe levou com ele 4 toalhas, que posteriormente provaram ser bastante úteis. “A cada grito que eu dava, o motorista pisava mais no acelerador”, relatou Jaqueline.

Na esquina da 34th Street e 7th Avenue, a bolsa d’água da brasileira estourou e Megan já estava pronta para vir ao mundo. “O motorista acelerava, acenava e buzinava, alertando os outros motoristas, mas um deles se aborreceu e seguiu no nosso carro”, relatou Felipe.

Na esquina da 30th Street e 2nd Avenue, o veículo do motorista aborrecido fechou e bateu no carro da Lyft. Nessa hora, Jaqueline iniciou o trabalho de parto e, mesmo a -2º de temperatura e o olhar de curiosos, Megan veio ao mundo dentro do taxi.

Com a ajuda do motorista da Lyft, Felipe segurou a filha, tirou o cordão umbilical que estava em volta do pescoço da criança e aspirou 3 vezes o muco que saía do nariz dela. “Antes de tirar o muco (do nariz) ela só fez um ruído. Depois que eu tirei, ela começou a chorar, então, percebi que tudo estava bem”, relatou ele.

O parto no interior do taxi foi um acontecimento digno de filmes de Hollywood, pois inúmeros pedestres pararam para ver a cena ou filmar com seus aparelhos celulares. Instantes, depois chegou a viatura de polícia e duas ambulâncias, uma montada com equipamentos neonatais, que levaram a família ao hospital Bellevue, na 1st Avenue. Quando chegaram ao local, uma equipe formada por vários médicos já os esperavam e, após mãe e filha serem submetidas a exames, a história teve um final feliz.

O Lyft enviou um e-mail aos brasileiros informando-lhes que a empresa possui seguro e se eles precisavam de alguma ajuda. Como cortesia, a corrida não foi cobrada. Ainda no hospital, a família tirou fotos com policiais, paramédicos, enfermeiros e médicos. Além disso, o nome de Felipe consta duas vezes na certidão de nascimento da filha: Como pai e quem fez o parto.

 

 

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