Brasileira é presa por praticar advocacia sem licença na FL

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Roberta Guedes, de 40 anos, tentou duas vezes o exame da Ordem dos Advogados da Flórida (Bar), mas não foi aprovada

Roberta Guedes, de 40 anos, graduou-se em Direito pela Stetson University of Law em 2014, mas não passou no exame Bar

A imigrante Roberta Guedes concluiu o curso de Direito, entretanto, não passou duas vezes no exame da Ordem dos Advogados da Flórida (Bar) e isso não a impediu de atuar como advogada. Os promotores de justiça federais disseram que meses depois que a réu graduou-se em Direito, ela usou o nome de uma colega de sala, que passou no Bar, para registrar duas firmas de advocacia junto a Divisão Estadual de Corporações. Ela criou websites para ambas as companhias, citando escritórios nacionais e internacionais fictícios e postou fotos de pessoas que se parecem com advogados, mas não eram.

Ela até mesmo representou clientes, aceitando dinheiro para lidar com casos migratórios e de famílias, mas nunca revelou que não tinha licença para isso, revelaram documentos no tribunal. Guedes, de 40 anos, pode ser presa. Em 30 de outubro, ela assinou um acordo no qual admitiu as acusações federais de fraude nos correios e roubo de identidade com agravantes.

As acusações foram feitas meses depois que Guedes concluiu um caso que o Bar da Flórida apresentou contra ela, acusando-a de praticar advocacia sem licença. A brasileira graduou-se na Stetson University College of Law em 2014. Agnieszka Piasecka estudou com ela. As duas tinham planos de abrirem um escritório de advocacia juntas, conforme documentos apresentados no tribunal. Diferente da colega de sala, Piasecka passou. Ela abriu o próprio escritório, localizado em Clearwater (FL) e é especializada em testamentos, tutores, imigração e casos de divórcio.

Guedes ofereceu a Agnieszka o uso grátis de um escritório no prédio Skykes, na 400 N. Ashley Drive, no centro de Tampa (FL). A colega utilizou o espaço duas vezes para se encontrar com clientes, conforme documentos, mas não retornou mais ao local.

Em setembro de 2014, Guedes abriu a companhia Ferguson & McKenzie LLC. Ela registrou Piasecka como agente da empresa sem o conhecimento dela, conforme o acordo judicial. Além disso, ela também listou outra mulher, Arlete Chouinard, como vice-presidente e gerente do negócio, também sem o conhecimento dela.

Guedes cobrava seus clientes pelos serviços prestados. Uma mulher procurou ajuda para trazer a filha dela do Brasil e os documentos relacionados ao caso apresentam o nome e assinatura de Guedes, mas o número do Bar de Piasecka. Num outro caso, um homem contratou Guedes para ajuda-lo no divórcio com a esposa brasileira. Ela viajou com o cliente até Orlando (FL) e compareceu perante o Juiz de Imigração Daniel Lippman. Na audiência, ela se apresentou como Piasecka e se passou pela ex-colega de turma quando telefonou para o juiz poucas semanas depois.

Caso seja considerada culpada, Roberta poderá ser sentenciada a até 2 anos de prisão.

 

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